Justiça da Itália autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil

Notificação foi enviada ao governo brasileiro nesta quinta-feira (26/03) e ex-deputada federal do PL está detida no país europeu desde julho de 2025

Por Redação TMC | Atualizado em
Esta é uma foto em close-up, tirada em um evento em ambiente interno, que foca na deputada federal Carla Zambelli enquanto ela discursa.
(Foto: Lula Marques/EBC)

A Justiça italiana autorizou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) para o Brasil. A notificação foi enviada nesta quinta-feira (26/03) ao governo brasileiro. A ex-parlamentar está detida na Itália desde 29 de julho de 2025.

Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em dois processos distintos. As condenações motivaram o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro à Itália.

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A decisão judicial permite que a ex-parlamentar seja enviada de volta ao Brasil para cumprir as penas determinadas pela Justiça brasileira. A expectativa é de que ela retorne nas próximas semanas.

Ao chegar ao país, Zambelli deverá ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal. A unidade também é conhecida como Colmeia.

Histórico

Em fevereiro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito aberto para investigar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.

A investigação tinha sido aberta em junho do ano passado após Zambelli afirmar durante uma entrevista que, após ter fugido do Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao governo do presidente Donald Trump.

A fuga

Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil.

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