Lula exonera ministro da Agricultura para recompor base na CPMI do INSS

Carlos Fávaro retorna ao Senado para votar em relatório que pede indiciamento de Lulinha, filho do presidente

Por Redação TMC | Atualizado em
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), foi exonerado do cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (27/03).

Com a medida, Fávaro retorna ao Senado Federal para votar no relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. O documento pede o indiciamento e a prisão preventiva de Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

O relatório deve ser votado até sábado (28). O Supremo Tribunal Federal estabeleceu esse prazo como data limite para o funcionamento da comissão. A negativa de prorrogação foi divulgada na quinta-feira.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

O retorno de Fávaro ao Senado altera a composição da CPMI do INSS. A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) perde a vaga de titular que ocupava como suplente de Fávaro. Ela representava a quinta vaga do bloco parlamentar formado por MDB, PSDB, Podemos e União. O senador Beto Faro (PT-PA) assume como titular. Ele era primeiro suplente e ocupou essa posição na manhã de sexta-feira. Fávaro passa a ser primeiro suplente no bloco formado por PSD e PSB.

A comissão é composta por 32 membros. São 16 senadores e 16 deputados federais. O relatório precisa de ao menos 17 votos favoráveis para aprovação. O governo busca reunir 20 parlamentares para rejeitar o texto apresentado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). Gaspar iniciou a leitura do relatório de mais de 4 mil páginas nesta sexta-feira.

Leia mais: CPMI do INSS pede indiciamento de Lulinha, Careca do INSS, Vorcaro e outras 215 pessoas

Nos últimos dias, base e oposição promoveram diversas trocas de membros na CPMI. Parlamentares que não compuseram a comissão se tornaram membros no último dia. O objetivo era garantir maioria na votação.

Um ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes prestou depoimento à Polícia Federal. Ele afirmou que Antunes comentava com sua equipe sobre o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil para Lulinha. A informação foi confirmada por investigadores da Polícia Federal.

A mesada seria destinada a que Lulinha fizesse lobby para Antunes vender medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde. Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, está preso por suspeita de desvios de pensões e aposentadorias. Ele tentou vender frascos de canabidiol ao Ministério da Saúde. Nenhum contrato foi assinado.

A defesa de Lulinha nega irregularidades. O advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou que “Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS”. A defesa admite que o filho do presidente viajou com Antunes para conhecer uma fábrica de canabidiol em Portugal. Nega envolvimento com desvios no INSS.

Margareth Buzetti manifestou insatisfação durante a sessão de leitura do relatório final. “O ministro Fávaro acabou de ser exonerado para votar no meu lugar. O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator, que está tendo detalhes”, disse a senadora.

Ao deixar a comissão, Buzetti falou com a imprensa. Afirmou que se sentiu desrespeitada pela atitude de Fávaro. Criticou a base e o governo por tentarem blindar Lulinha. “Ele é o titular da pasta, a cadeira é dele, mas a gente merece o mínimo de respeito. […] É muito bom ser mulher”, concluiu.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71