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Flávio Bolsonaro critica Macron e o chama de incompetente durante visita à França

Senador brasileiro se reuniu com Marion Maréchal, sobrinha de Marine Le Pen, buscando fortalecer alianças com lideranças conservadoras internacionais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-Brasil) criticou o presidente Emmanuel Macron e chamou-o de “incompetente” durante visita à França nesta terça-feira (10/02). O parlamentar brasileiro, pré-candidato à Presidência em 2026, também se reuniu com Marion Maréchal, sobrinha de Marine Le Pen, do partido Reunião Nacional, buscando fortalecer alianças com lideranças conservadoras internacionais.

Em entrevista à emissora francesa CNews, Flávio afirmou que o Brasil “não vive uma democracia plena” e que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por “inimigos”. O senador declarou ainda que o país “precisa ser salvo com propostas modernas”.

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Críticas a Lula e Macron

“O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda. Assim como a França, acredito, não aguenta mais um mandato de um governo de extrema incompetência como o de Emmanuel Macron, que tem feito tanto mal a este país“, afirmou o senador, referindo-se às eleições francesas de 2027, quando o atual presidente não poderá concorrer devido ao limite constitucional de mandatos.

O filho do ex-presidente mencionou o escândalo de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tentando estabelecer ligação com o atual governo Lula.

Visita estratégica e alianças internacionais

Na entrevista, Flávio disse que Macron viajou ao Brasil “apenas para tirar fotos abraçando árvores na Amazônia”. O presidente francês esteve em Belém em 2024 com Lula e retornou à capital paraense durante a COP30 no ano passado.

A apresentadora Christine Kelly apresentou o senador como o “favorito” para as eleições presidenciais brasileiras, embora tenha ressalvado que ele aparece em segundo lugar nas pesquisas atuais.

Posicionamento sobre Trump e acordo UE-Mercosul

Quando questionado sobre a decisão de Donald Trump de retirar o ministro Alexandre de Moraes do STF da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, Flávio minimizou o recuo. “O presidente Trump sabe que o Brasil tem uma posição muito estratégica na geopolítica mundial hoje. Por isso, precisa ter boas relações com o Brasil, independente de quem seja o presidente da República”, explicou.

Sobre o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que enfrenta resistência de políticos e empresários franceses, o senador defendeu que foi “um passo adiante” e garantiu que não prejudicará os produtores da França.

Encontro com liderança conservadora francesa

Em sua rede social X, Flávio publicou trechos da entrevista e uma foto do encontro com Marion Maréchal, a quem descreveu como “jovem liderança da direita conservadora na França”. Segundo ele, ambos compartilham “preocupações” sobre temas como “agenda woke” e “ativismo judicial”.

O brasileiro também mencionou que seu pai e seu irmão Eduardo foram “recepcionados com respeito e honra por líderes das Américas e do Oriente Médio”.

Esta viagem à França se soma a visitas anteriores a Israel, Catar, Emirados Árabes Unidos, El Salvador e Estados Unidos, onde Flávio participou de agendas com políticos de direita. Durante sua ausência, Eduardo Bolsonaro cobrou engajamento de bolsonaristas na pré-candidatura do irmão, reafirmando o compromisso “para tirar o Brasil do rumo da pobreza com Lula”.

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