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Flávio pede união da direita e elogia Michelle após troca de indiretas

Senador elogia Michelle, Tarcísio e governadores, insta pelo fim de ataques internos e sugere foco em críticas ao governo Lula

Por Redação TMC | Atualizado em
O senador Flávio Bolsonaro em discurso na CCJ
Câmera Fotográfica Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após uma sequência de farpas e indiretas públicas entre lideranças da direita, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou neste sábado (17/01) um vídeo nas redes sociais conclamando a união do campo político conservador.

Na gravação, Flávio afirmou que divergências internas enfraquecem a direita e beneficiam adversários políticos. “Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes?”, disse, ao pedir que apoiadores não “caiam em pilha errada”.

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O senador elogiou publicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de citar outros governadores frequentemente mencionados como possíveis nomes para a disputa presidencial, como Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO). Segundo ele, todos terão espaço em um palanque conjunto “no momento certo”.

Flávio também orientou seus seguidores a direcionarem críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e não a aliados. Segundo o senador, ataques internos fortalecem a esquerda. “Vamos colocar nossas diferenças menores de lado e focar naquilo que nos une”, afirmou.

O apelo por união ocorre em meio a tensões dentro do bolsonarismo, intensificadas após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado. A recente transferência de Bolsonaro para a unidade prisional conhecida como Papudinha expôs divisões entre aliados e gerou embates públicos envolvendo apoiadores de Flávio e de Tarcísio.

Na sexta-feira (16/01), Michelle Bolsonaro pediu publicamente que não fosse julgada por aliados, após vir à tona uma conversa mantida por ela com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, horas antes da transferência do ex-presidente. Ela afirmou que, apesar das condições da unidade prisional, seguirá atuando para que o marido deixe a prisão.

As disputas internas se intensificaram com a indefinição sobre quem representará o bolsonarismo na eleição presidencial. Embora Flávio afirme ter sido escolhido pelo pai como candidato, seu nome enfrenta resistência de setores que defendem alternativas, especialmente a de Tarcísio de Freitas.

Leia mais: Polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro leva centro a considerar neutralidade

Nos últimos dias, trocas de declarações públicas ampliaram o desgaste. Michelle divulgou vídeo em defesa de Tarcísio após cobranças por um apoio mais explícito a Flávio. Em resposta, o senador afirmou que jamais trabalhou para se tornar pré-candidato, em declaração interpretada como indireta à ex-primeira-dama. Paralelamente, a esposa de Tarcísio fez comentário nas redes sugerindo que o Brasil precisaria de “um novo CEO”, o que foi visto como sinalização política.

Diante do cenário, Flávio reforçou que Tarcísio tem seu apoio, enquanto o governador voltou a afirmar que pretende disputar a reeleição em São Paulo. O senador concluiu dizendo que a união da direita é condição necessária para enfrentar o PT nas próximas eleições.

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