O senador Flávio Bolsonaro visitou seu pai, Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal nesta terça (13/01) e deu entrevista coletiva falando sobre a situação do ex-presidente, condenado no STF após o julgamento da trama golpista. Flávio afirmou que “É um grande risco ele [Jair] ficar sozinho”, e voltou a pedir a concessão de prisão domiciliar para o pai.
Para o senador, Jair Bolsonaro está sob “tortura psicológica” na sua cela na PF, “sendo obrigado a ficar 12 horas por dia dormindo com um barulho desse [o ar-condicionado do prédio] no seu ouvido”. Flávio alega que seu pai precisa estar sob cuidados médicos “24 horas”, isto é, o dia todo. A defesa do ex-presidente tenta ainda, mesmo após múltiplas negativas do STF, comprovar uma suposta necessidade de intervenção cirúrgica e acompanhamento médico que justifiquem a mudança de regime prisional.
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Flávio também aproveitou a situação para desmentir um suposto boato de que ele havia tentado conversar com Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, e que teria sido rejeitado por ele: “Desfazendo uma fake news aí, eu nunca pedi para conversar com o Marco Rubio. A imprensa ficou repercutindo que ele teria negado se encontrar comigo. Seria uma honra encontrar com ele, mas não pedi para encontrar com ele”.
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O senador e pré-candidato à Presidência da República também comentou que aproveitou a visita ao pai para se encontrar com o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e fazer reuniões para divulgar e buscar apoio para sua campanha eleitoral.
“O Eduardo me levou para algumas conversas estratégicas, reservadas apenas para me apresentar como oficialmente um pré-candidato à Presidência da República”, afirmou o senador, que também descreveu seus próximos passos: “Vou mais uma vez fazer algumas conversas também para fora, no mesmo intuito de me apresentar para algumas pessoas estratégicas como pré-candidato (…) vamos passar por Israel num primeiro momento, e na sequência vamos passar por alguns países ali dos Emirados Árabes. Depois, também pretendemos ter um encontro com lideranças conservadoras na França e aí regresso ao Brasil”.
