Eduardo Bolsonaro minimiza atritos e defende diálogo entre Flávio e Michelle

Ex-deputado afirma que senador e ex-primeira-dama precisam conversar caso existam desentendimentos

Por Redação TMC | Atualizado em
Eduardo Bolsonaro concede entrevista durante a CPAC
(Foto: Daniel Cole/Reuters)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) precisam dialogar caso haja desentendimentos entre eles, afirmou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). As declarações foram concedidas ao jornal “Folha de S.Paulo”.

Eduardo participava da CPAC, conferência que reúne lideranças conservadoras, realizada em Dallas, nos Estados Unidos. Questionado sobre possíveis atritos entre o senador Flávio e a ex-primeira-dama, o ex-deputado adotou tom conciliador.

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“Se ela ficou chateada por alguma ação do Flávio, eles têm que sentar para conversar e se entender”, afirmou Eduardo. Sobre a escolha de Flávio como sucessor do pai na corrida ao Planalto, o ex-deputado declarou: “Eu acho que a decisão para a presidência do Jair Bolsonaro não via, essencialmente, que tivesse que passar por ela. Um partido é uma hierarquia”.

As divergências entre Flávio e Michelle têm origem em diferenças sobre a estratégia de alianças políticas. A ex-primeira-dama não participa das reuniões da pré-campanha nem se engajou nas agendas organizadas pelo senador. Michelle mantém resistência à estratégia de alianças conduzida por Flávio.

Em conversas reservadas, a ex-primeira-dama já indicou preferência por uma alternativa à candidatura de Flávio. A principal referência de Michelle é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A relação entre Michelle e Tarcísio é antiga e próxima, sendo vista no entorno do PL como um contraponto ao núcleo político liderado por Flávio.

No mês passado, anotações feitas por Flávio sobre a formação de chapa no Distrito Federal expuseram pontos de tensão entre o pré-candidato e a ex-primeira-dama. Durante reuniões na sede do Partido Liberal (PL), foi registrado um esboço que condiciona o apoio à vice-governadora Celina Leão (PP) para o governo local. A condição estabelecida depende de uma decisão do governador Ibaneis Rocha (MDB) sobre disputar ou não o Senado.

Essa ressalva criou uma situação de indefinição em torno de um acordo que era tratado como certo no círculo político de Michelle. A ex-primeira-dama mantém aliança política com Celina Leão no Distrito Federal.

Durante a entrevista, Eduardo também comentou sobre a possibilidade de ocupar o cargo de chanceler em um eventual governo comandado pelo irmão. O ex-parlamentar afirmou “receber com alegria” essa perspectiva.

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O ex-deputado abordou ainda a possível candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência. Eduardo disse acreditar que Caiado será o cabeça de chapa do PSD na disputa pelo Palácio do Planalto. Ele negou que essa candidatura represente divisão de votos no campo da direita.

“(Caiado) É mais um no debate para elogiar Lula”, ironizou Eduardo. O ex-deputado evitou fazer comparação direta entre o governador de Goiás e Padre Kelmon, que disputou a presidência em 2022 e fez uma “dobradinha” com Jair Bolsonaro em ataques ao petista durante os debates. Eduardo afirmou: “O nível de pancada do Caiado, com todo respeito ao Padre Kelmon, é muito maior”.

O ex-parlamentar também comentou sobre Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, outro nome mencionado como possível candidato. O ex-deputado classificou Leite como “social-democrata, que é um nome bonitinho para socialista”.

Eduardo Bolsonaro revelou que tem solicitado, em suas viagens, o retorno da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado acusa o ministro de perseguir bolsonaristas.

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