A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), anunciou nesta quarta-feira (21/01) que deixará a articulação política do governo federal para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná nas eleições deste ano. A decisão foi tomada após conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
A pré-candidatura foi endossada em reunião no Palácio do Planalto, que contou também com a presença do diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri. Inicialmente cotado para concorrer ao Senado, Verri desistiu da disputa após pedido de Lula e deverá tentar a reeleição como deputado federal.
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Gleisi havia sinalizado, anteriormente, a intenção de concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados. Aliados avaliavam que, diante do perfil mais conservador adotado pelo Paraná nos últimos anos, uma candidatura à Casa Baixa seria mais viável. O presidente Lula, no entanto, demonstrou entusiasmo com a volta de Gleisi à disputa pelo Senado, onde ela já exerceu mandato entre 2011 e 2019.
A escolha está alinhada à estratégia do Palácio do Planalto de fortalecer palanques estaduais e ampliar a presença governista no Senado. Neste ano, duas vagas estarão em disputa por estado, e o presidente tem manifestado preocupação com o avanço de forças conservadoras na Casa, cenário que poderia dificultar a tramitação de projetos do governo.
Com a saída de Gleisi, a vaga na Secretaria de Relações Institucionais deverá ser ocupada pelo atual secretário-executivo, Marcelo Costa. Dentro do PT, porém, há resistência à nomeação, sob o argumento de que a pasta exige um perfil mais político do que técnico. Nos bastidores, a avaliação é que a articulação com o Congresso tende a perder intensidade nos próximos meses, já que o calendário eleitoral costuma reduzir as atividades legislativas.
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Gleisi está entre mais de 20 ministros que devem sair do governo até o início de abril, prazo legal de desincompatibilização para concorrer às eleições. A expectativa é que cerca de metade dos 38 integrantes do primeiro escalão de Lula deixe seus cargos para disputar vagas no Congresso ou governos estaduais. Entre os ministros palacianos, a previsão é que apenas Guilherme Boulos e Alexandre Padilha permaneçam no governo.
