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Gleisi Hoffmann acusa governadores de direita de reforçarem discurso dos EUA

Ministra defende união entre estados e governo federal na segurança pública e cita PEC 18, proposta por Lula

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou nesta sexta-feira (31/10) governadores de partidos de direita que, segundo ela, “dividem o país” e ajudam a reforçar o discurso de intervenção dos Estados Unidos na América Latina.

Em publicações nas redes sociais, Gleisi afirmou que os governadores deveriam trabalhar junto ao governo federal para fortalecer a segurança pública, em vez de transformar o tema em disputa política. Ela mencionou a PEC 18, conhecida como PEC da Segurança Pública, enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso.

“Em vez de somar forças no combate ao crime organizado, como propõe a PEC da Segurança, os governadores da direita, vocalizados por Ronaldo Caiado, investem na divisão política e querem colocar o Brasil no radar do intervencionismo militar de Donald Trump na América Latina”, escreveu a ministra.

A fala ocorre em meio a tensões diplomáticas envolvendo os movimentos militares dos Estados Unidos no Caribe, próximos à Venezuela, sob o argumento de combate ao narcotráfico. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusa o governo americano de tentar desestabilizar seu regime.

Gleisi também comparou os governadores a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde março. Segundo ela, o deputado teria colaborado com sanções comerciais do governo de Donald Trump contra o Brasil. “Não conseguem esconder seu desejo de entregar o país ao estrangeiro, do mesmo jeito que Eduardo Bolsonaro e sua família de traidores da pátria fizeram com as tarifas e a Magnitsky”, declarou.

A ministra defendeu que a segurança pública seja tratada com responsabilidade e planejamento, e não como pauta eleitoral. “Combater o crime exige inteligência, planejamento e soma de esforços”, afirmou.

O que é o Consórcio da Paz?

As críticas de Gleisi ocorreram um dia após o anúncio do Consórcio da Paz, criado por sete governadores que se reuniram no Rio de Janeiro para discutir cooperação entre estados no combate ao crime organizado. O grupo inclui Cláudio Castro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil), Eduardo Riedel (PP), Jorginho Mello (PL), Celina Leão (PP), do Distrito Federal, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, que participou por videoconferência.

Durante o encontro, os governadores elogiaram a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes, sendo quatro de policiais militares. O principal alvo da ação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como chefe do Comando Vermelho, continua foragido.

Os líderes estaduais afirmaram que a PEC 18 proposta por Lula ameaça a autonomia dos estados sobre suas polícias. O governador Ronaldo Caiado declarou que a proposta “tira dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública” e transfere poder ao Ministério da Justiça.

Segundo o governo federal, a PEC apenas define diretrizes nacionais obrigatórias para todos os entes federativos, sem alterar a autonomia das forças de segurança estaduais e distritais.

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