Governadores brasileiros se dividem sobre captura de Maduro pelos EUA

Oito chefes de executivos estaduais condenaram operação militar americana, enquanto sete apoiaram ação contra presidente venezuelano

Por Redação TMC | Atualizado em
Nicolas Maduro gesticula ao fazer declaração diante do microfone
(Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters)

Oito governadores brasileiros condenaram a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, enquanto sete celebraram a ação. O levantamento, divulgado neste domingo (4), mostra que um governador manteve posição neutra sobre o episódio.

Os governadores utilizaram suas redes sociais para expressar posicionamentos sobre o ataque ordenado pelo presidente Donald Trump. O grupo que condenou a ação inclui Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Elmano de Freitas (PT-CE), Renato Casagrande (PSB-ES), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB), Rafael Fonteles (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN) e Eduardo Leite (PSD-RS).

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Entre os que apoiaram a operação estão Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Wilson Lima (União Brasil-AM), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Jr. (PSD-PR), Cláudio Castro (PL-RJ) e Jorginho Mello (PL-SC).

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), adotou postura neutra sobre o ocorrido. Já Antonio Denarium (PP), governador de Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela, não publicou nota oficial em seus perfis no X ou Instagram. Ele apenas compartilhou em seus stories um vídeo do comandante da Polícia Militar de Roraima sobre o reforço policial na fronteira.

Leia mais: PT, PCdoB e PSol manifestam apoio a Maduro após prisão pelos EUA

Eduardo Leite, Helder Barbalho e Renato Casagrande, mesmo discordando da operação militar, expressaram críticas ao governo de Maduro. Os demais governadores brasileiros não se manifestaram publicamente sobre o assunto até o momento.

O posicionamento dos governadores reflete a divisão política no país em relação à situação venezuelana. As manifestações ocorreram após a operação militar americana que culminou com a detenção do líder venezuelano.

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