Governadores do Rio acumulam prisões e inelegibilidade nos últimos 30 anos

Cláudio Castro foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022

Por Redação TMC | Atualizado em
O governador Cláudio Castro está sentado em evento público
Castro atualizou número de mortes (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral colocou o ex-governador Cláudio Castro entre os chefes do Executivo do Rio de Janeiro que sofreram sanções judiciais nas últimas décadas. Condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, ele foi declarado inelegível por oito anos após renunciar ao cargo antes do julgamento.

A decisão amplia uma sequência de casos envolvendo governadores do estado desde os anos 1990, com registros de prisão, impeachment, cassação e condenações eleitorais.

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Sequência de sanções no governo estadual

Antecessor de Castro, Wilson Witzel teve o mandato interrompido após processo de impeachment relacionado a suspeitas de irregularidades em contratos durante a pandemia de Covid-19. Ele foi condenado à inelegibilidade por cinco anos, prazo que se encerra em 2026.

Antes disso, o estado já havia registrado uma série de episódios envolvendo ex-governadores. Moreira Franco foi preso em 2019 no âmbito da Operação Lava-Jato, acusado de participação em esquemas de fraudes, mas acabou absolvido por falta de provas em uma das ações. Em outra decisão, foi condenado a devolver recursos por irregularidades na área da educação.

Anthony Garotinho, que governou entre 1999 e 2002, foi preso em 2016 após condenação por corrupção eleitoral e outros crimes ligados à chamada Operação Chequinho. Sua sucessora, Rosinha Garotinho, também foi presa em 2017, acusada de integrar esquema de arrecadação ilegal de recursos para campanhas.

Casos ligados à Lava-Jato

Entre os episódios de maior repercussão está o de Sérgio Cabral, governador entre 2007 e 2014. Ele foi preso em 2016 sob acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Cabral respondeu a diversos processos e acumulou condenações que, somadas, ultrapassaram 400 anos de prisão. Após mais de seis anos detido, deixou a prisão em 2022.

Na sequência, Luiz Fernando Pezão, que governou entre 2015 e 2018, foi preso ainda no exercício do cargo, também no contexto da Operação Lava-Jato. Ele foi acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Histórico recente

Os episódios mostram que, nas últimas três décadas, todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro enfrentaram algum tipo de investigação ou sanção judicial. As ocorrências incluem desde prisões preventivas até condenações eleitorais e impedimentos para disputar cargos públicos.

O cenário reforça a recorrência de crises políticas no estado e evidencia a atuação de órgãos de controle e do Judiciário em casos envolvendo o alto escalão do Executivo fluminense.

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