Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
InícioPolíticaGoverno dá sinais de apoio ao PL Antifacção após...

Governo dá sinais de apoio ao PL Antifacção após recuo de Derrite sobre PF e terrorismo

Líder do governo na Câmara, José Guimarães classificou o recuo de Derrite como “vitória monumental” para o Planalto

O terceiro parecer do deputado Guilherme Derrite (Progressistas) sobre o PL Antifacção promete apaziguar os ânimos entre oposição e governo no Congresso. Pressionado, o relator do projeto enviado pelo Palácio do Planalto desistiu de equiparar facções a grupos terroristas e de limitar a atuação da Polícia Federal (PF) em investigações sobre o crime organizado.

Em entrevista coletiva ao lado de Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara, Derrite descartou submeter ações da PF à aprovação de governadores, como previa as duas primeiras propostas do texto substitutivo. As declarações foram dadas na última terça-feira (11/11).

A reação do Planalto foi imediata, com destaque para posicionamentos dos líderes do governo, José Guimarães (PT), e do PT, Lindbergh Farias, na Câmara. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também celebrou o recuo de Derrite.

Leia mais: Derrite, Motta e governo: o que dizem as vozes por trás do PL Antifacção que pode limitar PF

“Eu penso que é uma extraordinária e monumental vitória que nós alcançamos, no diálogo, no debate divergente, no tensionamento, mas, sobretudo, no espírito público sempre presenta nas nossas articulações e ações aqui dentro”, comentou Guimarães à imprensa.

Alerta do líder do PT

Já o líder do PT, apesar das comemorações, alertou para pontos do relatório de Derrite que, segundo o petista, precisam ser “corrigidos”. Na visão dele, a Câmara precisa debater a questão do chamado crime de “domínio social estruturado”, a retirada na União de dar fim a bens apreendidos e a criação de uma ação civil autônoma.

“É uma conquista democrática do debate público, da mobilização social e da firme defesa das instituições republicanas”, disse Farias ao comentar o recuo sobre PF e equiparação das facções em terrorismo.

MJ analisará proposta

Já a ministra Gleisi classificou o recuo de Derrite como importante e indicou que o Ministério da Justiça fará uma análise do texto para orientar os posicionamentos do governo na Câmara.

“Nosso objetivo é combater o crime organizado e garantir o direito da população a segurança”, escreveu Gleisi na rede social X.

Votação nesta quarta (12/11)

Na fala de ontem, Motta anunciou que pretende colocar a proposta em votação nesta quarta-feira (12/11). O texto passou a ser chamado de “marco legal do combate ao crime organizado”, agora com foco no endurecimento de penas, que podem variar de 20 a 40 anos.

No projeto de lei enviado pelo governo federal, o aumento era de apenas de até 30 anos. Uma manutenção do texto original seria a previsão da criação de bancos nacional e estaduais de membros de organizações criminosas.

Derrite ainda ressaltou que líderes de organizações criminosas devam cumprir pena direto no sistema penal federal, sem acesso à visita íntima e que os dependentes não tenham direito ao auxílio-reclusão.

MAIS LIDAS

Notícias que importam para você

Janja e Lula

Janja diz que desistiu de desfilar na Sapucaí para “evitar perseguição” a Lula

Primeira-dama justificou em nota sua opção de permanecer no camarote ao lado do presidente durante apresentação da Acadêmicos de Niterói
Erika Hilton Pabllo

Erika Hilton é recebida com gritos de “presidenta” no bloco da Pabllo; assista

Pabllo Vittar organizou bloco de rua em São Paulo para 2 milhões de foliões e Erika Hilton (PSOL-SP) marcou presença
Foto: Reprodução/Globo

Novo pede inelegibilidade de Lula após desfile da Acadêmicos de Niterói

Agremiação homenageou presidente no Carnaval do Rio com enredo que incluía Bolsonaro como palhaço, gerando reação da oposição
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre

Alcolumbre festeja homenagem ao Amapá durante desfile da Mangueira

Presidente do Congresso participa de evento em Macapá, dança ao som de ritmos populares e acompanha tributo ao estado na Sapucaí