O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou, nesta terça-feira (09/06), que o governo deve manter a urgência do projeto de lei que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1. A declaração foi feita após uma discussão com os líderes partidários da Câmara, na reunião de líderes.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o governo retirar a urgência da proposta, Pimenta respondeu: “Por que faria isso?”. Segundo ele, a intenção é assegurar que o projeto tenha tratamento prioritário no Congresso. “Vamos manter a urgência e acompanhar os próximos passos”, afirmou.
A urgência recai sobre um projeto encaminhado pelo governo em abril. Embora a Câmara já tenha aprovado uma proposta relacionada ao tema, o texto ainda aguarda análise e aprovação pelo Senado. A medida se trata de uma estratégia do governo e impacta a pauta de votações.
Pimenta destacou que ainda haverá diálogo entre as lideranças e que o andamento da discussão no Senado será acompanhado de perto. O congressista negou que a decisão de manter a urgência esteja relacionada à postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em relação à proposta.
Em entrevista a jornalistas, o líder do União Brasil, Mauro Benevides (União-MT), afirmou que há a expectativa de que a pauta seja destravada na próxima semana. Segundo o parlamentar, o governo teria pedido ao menos uma semana para avaliar a retirada da urgência.
Motta pede retirada da urgência
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, também nesta terça-feira, que pediu ao governo a retirada da urgência para que a pauta seja destravada. Atualmente, a urgência trava a tramitação de outros projetos de lei, como a redução da maioridade penal, entre outros que são prioridade na Casa.
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