Walter Delgatti Neto, condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi transferido da Penitenciária II de Tremembé para a Penitenciária II de Potim (SP). A mudança ocorreu em dezembro de 2025, conforme apuração do portal g1. O hacker permanece cumprindo pena em regime fechado no interior paulista.
A transferência aconteceu após Delgatti ter permanecido cerca de um ano na unidade de Tremembé, conhecida popularmente como “presídio dos famosos”. Ele havia chegado a esta unidade em fevereiro de 2025 e agora segue para outra instituição também localizada na região do Vale do Paraíba.
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O sistema penitenciário realizou a movimentação de Delgatti junto com outros detentos, como parte do processo regular de cumprimento de pena. A Justiça determinou a transferência do hacker, que está detido há aproximadamente três anos.
A confirmação da mudança de unidade prisional foi divulgada em janeiro de 2026. Delgatti deixou a P2 de Tremembé, que tradicionalmente abriga detentos envolvidos em casos de grande repercussão nacional.
O Supremo Tribunal Federal condenou Walter Delgatti a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos. Entre esses documentos estava uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” pelo próprio hacker.
Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República, a invasão ao CNJ foi executada em janeiro de 2023 com o objetivo de desacreditar o Judiciário e reforçar questionamentos sobre a eleição presidencial de 2022.
Antes desta condenação pelo STF, Delgatti já havia recebido sentença em primeira instância de 20 anos de prisão por hackear autoridades da Operação Lava Jato. Neste caso específico, ele responde em liberdade por haver recursos pendentes de julgamento.
A ex-deputada federal Carla Zambelli, que foi corré de Delgatti no processo relacionado à invasão do CNJ, recebeu condenação de 10 anos de prisão e teve seu mandato cassado. Seu nome foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
As autoridades não divulgaram os motivos específicos que levaram à transferência do hacker entre as unidades prisionais do interior paulista.
