Haddad se despede de presidentes do Congresso antes de deixar Ministério da Fazenda

Ministro se reuniu com Davi Alcolumbre e Hugo Motta nesta quarta-feira em Brasília para agradecer parceria legislativa antes de sair da pasta

Por Redação TMC | Atualizado em
Fernando Haddad
Fernando Haddad está deixando o Ministério da Fazenda (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se nesta quarta-feira (18/03) com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Os encontros marcaram a despedida de Haddad antes de deixar o comando da pasta econômica.

O afastamento está previsto para sexta-feira (20/03). A decisão foi tomada a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Haddad deixará o Ministério da Fazenda para disputar as eleições em São Paulo.

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Ao chegar ao Ministério da Fazenda, em Brasília, o ministro comentou sobre os encontros. “Nós entregamos uma agenda importante para o país e os resultados tem que ser compartilhados com quem nos ajudou a chegar até aqui e o Congresso é muito parceiro”, declarou.

Durante a reunião com Hugo Motta, Haddad tratou do Projeto de Lei sobre resolução bancária. O texto tramita atualmente na Câmara. O ministro informou que o projeto alcançou maturidade após negociações realizadas nos últimos dias entre governo e parlamentares.

O governo aceitou modificar o projeto. A alteração envolve a retirada de um dispositivo que previa a possibilidade de a União realizar aportes financeiros em instituições bancárias em processo de falência.

“Essa disposição não é necessária, então concordamos e falamos também com o líder do PT. O presidente Hugo se sensibilizou e vai falar com o relator”, declarou Haddad. O ministro esclareceu que a supressão do trecho tem caráter técnico.

Haddad negou conexão entre a modificação no projeto e o caso do Banco Master. A instituição foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025. O ministro enfatizou que a decisão de suprimir o dispositivo sobre aportes da União não está relacionada a situações particulares do setor bancário.

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