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Deputado Gustavo Gayer é indiciado pela PF e alega perseguição política

Investigação aponta que parlamentar adquiriu associação para direcionar recursos de emendas. Ele nega acusações e afirma que caso visa prejudicar candidatura ao Senado

A Polícia Federal indiciou o deputado federal Gustavo Gayer (PL) por quatro crimes relacionados a uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público em Cidade Ocidental, Goiás. O parlamentar afirmou, em vídeo publicado nesta quarta-feira (11/12), que o caso tem motivação política para prejudicar sua possível candidatura ao Senado. Os crimes apontados pela PF incluem associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato.

A investigação, que veio a público em outubro de 2024, aponta que o deputado teria adquirido a Associação Comercial das Micro e Pequenas Empresas de Cidade Ocidental (ASCOMPECO) com a suposta intenção de transformá-la em uma organização da sociedade civil. Segundo a PF, o objetivo seria direcionar recursos de emendas parlamentares do gabinete de Gayer para essa entidade.

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Documentos do MPF obtidos pela TV Anhanguera, afiliada da TV Globo, mostram que a associação teria sido comprada pelo valor de R$ 6 mil diretamente pelo deputado. O Ministério Público Federal também identificou irregularidades no quadro social da entidade, que incluiria crianças e até um bebê registrados em ata como integrantes da diretoria.

O relatório da PF já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, responsável pelo julgamento de processos envolvendo parlamentares com foro privilegiado. Além do deputado, outras duas pessoas são mencionadas na investigação por terem supostamente participado da aquisição da associação.

Em sua defesa, Gayer negou as acusações. “Mas vamos ser sinceros, gente. O objetivo é desgastar a minha imagem. É fazer a imprensa vir, meus adversários aqui em Goiás, desgastar a minha imagem e impedir que eu chegue ao Senado. É só isso”, declarou o parlamentar em vídeo.

O deputado explicou que assessores sugeriram ter uma ONG de direita porque “só havia existia de esquerda”. Ele afirmou que não criaria uma organização, mas poderia ajudar caso alguém já tivesse alguma. “Aí, acharam um CNPJ. Não sei se é isso que fala. Só que ele estava todo embaralhado na contabilidade. Eu falei: ‘não. Eu ajudo’. Se for pagar um contador, se for pra pagar um dinheiro pra resolver essa questão, que vocês toquem e ajudem outras pessoas a fazerem as suas associações de direita”, disse.

Em outro vídeo enviado por sua assessoria ao portal g1, Gayer reforçou que a ONG não recebeu recursos públicos e nem seria elegível para emendas parlamentares. “Nunca foi passado 1 real de verba pública”, afirmou. O deputado também declarou: “Eu só usei emendas (parlamentares) no primeiro ano do meu mandato. Depois, nunca mais usei”.

O parlamentar admitiu que não sabe se a ajuda mencionada para a ONG foi efetivamente concluída.

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