A primeira-dama Janja adicionou uma explicação à publicação sobre o preparo de carne de paca após questionamentos nas redes sociais. A caça do animal silvestre é proibida no Brasil. A comercialização é permitida quando o produto provém de criadouros autorizados pelo Ibama.
Janja incluiu um esclarecimento em sua postagem nesta segunda-feira (06/04). A explicação foi acrescentada à publicação original para informar a procedência do ingrediente.
“Ei, pessoal! A carne foi presente de um produtor legalizado. Hoje mesmo vimos no Globo Rural uma reportagem sobre a criação de pacas. Desde que proveniente de criadouros autorizados pelo Ibama, a carne de paca pode ser comercializada em nosso país”, escreveu a primeira-dama.
A paca é classificada como animal silvestre nativo. A legislação brasileira proíbe a caça, captura, morte ou utilização desses animais. A Lei de Proteção à Fauna, de 1967, estabelece essa vedação.
Exceções existem apenas em situações específicas. Nesses casos, é necessária autorização do Ibama ou de órgãos estaduais competentes.
A Lei de Crimes Ambientais, de 1998, tipifica a caça de animais silvestres como crime. A penalidade prevista varia de seis meses a um ano de detenção. Multa também pode ser aplicada.
A punição pode ser agravada quando a caça é praticada para fins comerciais. O uso de armadilhas também resulta em agravamento da pena.
A comercialização da carne de paca é legal quando o produto provém de criadouros autorizados pelo Ibama.
Janja divulgou um vídeo no domingo (05/04). A gravação mostra o preparo de carne de paca para o presidente Lula.
A primeira-dama informou que a carne passou por marinada durante dois dias. O tempero incluiu tempero verde, alho e ervas.
“Carne de caça pede erva”, disse Janja no vídeo.
Lula comentou o prato preparado pela primeira-dama. “Eu acabei de comer a paca. Duvido que, em algum lugar do país, alguém já tenha comido uma paca tão gostosa quanto esta. Foi divina. Parabéns, Janjinha.”
A primeira-dama respondeu ao elogio: “Me chama, Ana Maria Braga.”
Janja compartilha conteúdos nas redes sociais realizando tarefas domésticas há dois anos. O fenômeno é conhecido como tradwives, termo em inglês que define a esposa tradicional.
O movimento envolve mulheres conservadoras que publicam vídeos arrumando a cama ou trocando fraldas de crianças. Feministas criticam esses perfis. O argumento é que a dependência financeira do marido propaga valores machistas.
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