Os deputados federais André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgaram um vídeo com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quinta-feira (09/04). A publicação ocorreu um dia depois que o pré-candidato à presidência da República declarou que vai processar os parlamentares por ataques nas redes sociais.
No material, os congressistas afirmam que são “o time do Lula” e fazem referências a episódios envolvendo Flávio.
Lindbergh Farias, vice-líder do governo na Câmara, e Janones produziram o vídeo conjunto após a declaração do senador na quarta-feira. Flávio afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria escalado “um time” para atacá-lo com “narrativas falsas”.
No material divulgado, Lindbergh declarou: “O pau que rola nas redes é que Flávio Bolsonaro está processando a gente porque nós somos o time do Lula, escalados para atacar ele”. Janones completou: “Estão dizendo que isso é só uma amostra, que nós nem começamos a descer o cacete no lombo desse vagabundo”.
Os deputados mencionaram episódios relacionados ao senador. Lindbergh afirmou: “Estão dizendo que você é ligado à milícia. O Adriano da Nóbrega, que era chefe do escritório do crime. Tinha a esposa e a mãe trabalhando no seu gabinete. Será?”. Janones acrescentou: “Estão dizendo que você comprou 51 imóveis em dinheiro vivo. Será?”.
O deputado da Rede também fez referência a um episódio da campanha das eleições municipais de 2016. “O que estão dizendo por aí é que você já começou a desmaiar. Será?”, disse Janones. A frase alude ao momento em que Flávio passou mal durante um debate televisivo.
Os parlamentares encerraram o vídeo reafirmando que são “o time do Lula” e que não se intimidarão com a possibilidade de enfrentarem ações judiciais.
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Queixa-crime no STF
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma queixa-crime contra Janones no Supremo Tribunal Federal na segunda-feira (06/04). Os advogados do ex-presidente alegam que o deputado divulgou vídeos nas redes sociais chamando Bolsonaro de “vagabundo”, “ladrão” e “safado”.
O documento enviado ao STF argumenta que Janones ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao fazer esse tipo de declaração.




