O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (5/02) que afirmou ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, durante uma reunião entre ambos em Brasília, que as investigações envolvendo a instituição financeira seriam técnicas, e não políticas. E prometeu ir a fundo na apuração do escândalo envolvendo o banco.
Lula também disse, em entrevista à jornalista Daniela Lima, colunista do UOL e da TMC, que quem estiver envolvido no caso Master pagará o preço para que episódios como este não voltem a acontecer no Brasil.
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“Já recebi neste mandato (presidentes do) Itaú, Bradesco, Santander, BTG, todos os bancos eu já recebi aqui. Quando o Guido Mantega veio com o Vorcaro, chamei o (presidente do Banco Central, Gabriel) Galípolo e o Rui Costa, da Bahia, que conhecia ele. E o Vorcaro, então, me contou da perseguição que ele vinha sofrendo. O que eu disse para ele? Disse que não haverá posição política pró ou contra o Master. O que haverá é uma investigação técnica feito pelo Banco Central. Foi essa a conversa”, declarou Lula.
Apesar das expectativas sobre o caso, que poderia envolver políticos e autoridades de diferentes partidos, o presidente reforçou que “a política não vai entrar nesta investigação”. “E é isso que está sendo feito. Eu disse ao ministro da Fazenda, ao presidente do Banco Central que estávamos diante da primeira chance real de pegar os magnatas da corrupção e da lavagem de dinheiro deste país. Vamos investigar até as últimas consequência”, declarou.
Lula também defendeu o ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que chegou a trabalhar para o Master antes de assumir o cargo no governo. “O Lewandowski é um dos maiores juristas que esse país já produziu. Todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer grande empresa que esteja em dificuldade. Quando eu convidei pra vir (para o ministério), ele saiu do banco. Não tem problema nenhum.”
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Elogios a Galípolo
O presidente também fez elogios ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, apesar de reiterar seu descontentamento com o juros a 15% ao ano.
“Feliz do país que tem um menino, um jovem com a esperteza do Galípolo no Banco Central”, afirmou Lula, ao completar que confia no trabalho do responsável pelo BC.
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano em reunião realizada em janeiro, mas indicou que o BC deve reduzir os juros na próxima reunião do colegiado em março.
Com informações da Reuters
