O pastor Silas Malafaia declarou que a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República não conseguiu mobilizar o eleitorado conservador. Em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira (21), o líder religioso apontou problemas na estratégia da pré-candidatura e questionou a viabilidade eleitoral do parlamentar.
“Não vejo Flávio Bolsonaro com musculatura“, afirmou Malafaia durante a conversa nos estúdios do SBT News. O pastor identificou o que classificou como “amadorismo político” na condução da pré-candidatura do filho do ex-presidente.
Malafaia destacou que o momento político atual exige candidatos com capacidade de diálogo e renovação. Ele explicou sua posição para as eleições de 2026: “Se tiver mais de um candidato na direita, eu vou escolher aquele que achar melhor. No segundo turno, quem for da direita terá meu apoio“.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi apontado como uma figura que representa renovação. “O Tarcísio encarna o novo, vem com rótulo de competência e governabilidade e consegue dialogar com a direita e com a esquerda“, disse o pastor.
O líder religioso criticou o momento escolhido por Flávio Bolsonaro para lançar sua pré-candidatura, durante um período de fragilidade do ex-presidente após procedimento cirúrgico. Malafaia também questionou a forma como o senador tem se relacionado com o governador Tarcísio.
“Se o Tarcísio for lá, vai ouvir que ele é muito importante para a minha eleição. Isso é um amadorismo político tão grande que, em vez de ajudar, atrapalha“, afirmou.
Análise sobre Lula e o eleitorado
Ao analisar o cenário eleitoral, Malafaia avaliou a situação do presidente Lula. “A rejeição do Lula é violenta, é grandiosa. As pesquisas já mostram que o eleitor não quer nem Bolsonaro nem Lula. Quer um nome novo“, observou.
Na mesma entrevista, Malafaia contestou declarações da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) sobre suposto envolvimento de igrejas em esquemas de descontos indevidos em benefícios do INSS. A senadora havia afirmado ao SBT News que líderes religiosos teriam pressionado a CPMI do INSS para impedir investigações.
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O pastor negou as acusações e exigiu provas. “A questão não são as igrejas evangélicas, mas a mentira que foi dita”, declarou. Ele afirmou ter consultado o presidente da CPMI, que negou qualquer pressão de líderes religiosos para interromper as investigações do caso NSS.
“A igreja evangélica não é PT, não. A liderança evangélica não é PT que bota para debaixo do tapete a lama“, rebateu Malafaia.
