O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, neste sábado (31/01). Os chefes da diplomacia discutiram temas da agenda bilateral, comércio e cooperação na área de segurança, segundo comunicado oficial do Itamaraty.
A ligação também abordou os preparativos para a futura visita do presidente Lula a Washington, ainda sem data confirmada. O contato ocorre poucos dias após Lula ter mantido extensa conversa com o presidente americano Donald Trump.
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Reaproximação após período de tensão
O diálogo entre Vieira e Rubio se insere no contexto de reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos. No início da semana, o presidente brasileiro conversou com Trump sobre relações bilaterais e agenda global, conforme divulgado pelo Palácio do Planalto.
Lula indicou que sua viagem aos EUA está programada para março. O presidente brasileiro expressou interesse em conversar com Trump “olho no olho” sobre as relações entre os dois países.
As relações bilaterais enfrentaram recente deterioração devido a críticas do governo americano a decisões do Judiciário brasileiro, imposição de tarifas a produtos brasileiros e discussões sobre possíveis sanções a autoridades do Brasil.
Esforços para restabelecer canais de comunicação
Nas últimas semanas, o governo brasileiro tem trabalhado para restabelecer canais diretos com a nova equipe diplomática dos EUA. A iniciativa busca reduzir ruídos políticos e desbloquear negociações econômicas entre as nações.
Na área comercial, o Brasil pressiona pela revisão de sobretaxas aplicadas às exportações brasileiras e pela retomada de agendas técnicas paralisadas ao longo de 2025.
Cooperação em segurança
A menção à cooperação em segurança durante a conversa entre Vieira e Rubio demonstra esforço para retomar a aproximação em áreas tradicionalmente delicadas da relação bilateral, como combate ao crime transnacional, controle de fluxos financeiros ilícitos e cooperação regional.
Este tema ganhou importância considerando o interesse dos EUA em ampliar parcerias no hemisfério ocidental e o esforço do Brasil para manter seu protagonismo diplomático sem alinhamento automático a Washington.
No Itamaraty, o contato é visto como parte de uma estratégia para normalizar institucionalmente as relações, após um período em que a comunicação ficou limitada a episódios de crise.
Há expectativa de que este diálogo entre os chefes da diplomacia estabeleça base para futuros encontros técnicos e posterior retomada de agendas de alto nível entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos.
