O governo federal se prepara para receber uma debandada de ministros de seus cargos. Uma reunião de despedida e boas-vindas está marcada para as 9h desta terça-feira (31/03), em Brasília, com a presença dos 37 ministros e dos novos nomes já definidos.
O movimento acontece visando a disputa das eleições de 2026 e precisa ocorrer até o dia 4 de abril. A regra é estipulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que exige a desincompatibilização dos ocupantes do alto escalão do Executivo que pretendem disputar o pleito.
Três ministros já entregaram o cargo. Fernando Haddad deixou o Ministério da Fazenda para se candidatar ao governo de São Paulo. Gleisi Hoffmann (PT) saiu do Ministério das Relações Institucionais para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. Anielle Franco (PT) renunciou ao Ministério da Igualdade Racial para concorrer ao cargo de deputada federal.
Além disso, o presidente Lula já anunciou que Leonardo Barchini, atual secretário-executivo do Ministério da Educação, assumirá o lugar de Camilo Santana (PT) na pasta. O Planalto indica que essa substituição visa garantir a continuidade dos projetos em andamento e o comando das pastas até a renovação após o pleito de 2027.
Outros ministros que também devem sair são Rui Costa (PT), da Casa Civil, e Camilo Santana (PT), da Educação, que devem concorrer em seus estados de origem, Bahia e Ceará.
Já Simone Tebet (MDB), do Ministério do Planejamento, e Marina Silva (Rede), do Ministério do Meio Ambiente, preparam suas saídas para disputar cadeiras no Senado por São Paulo.
Entre os demais nomes cotados estão Sônia Guajajara (Povos Indígenas), do PSOL, e Márcio França (Empreendedorismo), do PSB. Pelo MDB, devem deixa o governo ainda Renan Filho (Transportes). Já no PSD, as possíveis saídas incluem Alexandre Silveira (Minas e Energia), André de Paula (Pesca e Aquicultura), Jader Filho (Cidades), Carlos Fávaro (Agricultura) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos).
Também aparecem na lista Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), do Republicanos; André Fufuca (Esporte), do PP; e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), do PDT.
Além dos ministérios, nos estados, pelo menos 13 governadores também devem deixar seus postos no mesmo prazo. Entre eles estão Ibaneis Rocha (DF), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Esses governadores serão substituídos por seus vice-governadores que assumirão o controle total das máquinas estaduais até 31 de dezembro de 2026.
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