Sérgio Moro (PL-PR) formalizou sua filiação ao Partido Liberal nesta terça-feira (24/03) em cerimônia realizada em Brasília. O senador disputará o governo do Paraná nas eleições de outubro. A entrada de Moro no PL marca o rompimento da legenda com Ratinho Junior (PSD), atual governador do estado.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apresentou durante o evento o deputado Felipe Barros (PL-PR) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR) como candidatos ao Senado. A chapa será encabeçada por Moro. O partido pretende formar uma composição “Lava Jato” no Paraná, referência à operação que teve origem no estado com Moro como juiz e Dallagnol como procurador.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República pelo partido, participou da cerimônia. Diversos parlamentares da bancada do PL no Congresso também estiveram presentes.
Desistência de Ratinho Junior influenciou mudança
Aliados de Ratinho Junior apontam que o afastamento do PL foi um dos fatores que levaram o governador a desistir da corrida presidencial. Ratinho Junior anunciou na segunda-feira (23/03) que abandonou a pré-candidatura ao Planalto. Ele concluirá o segundo mandato no governo estadual até dezembro deste ano.
Moro elogiou a gestão de Ratinho Junior durante seu discurso, mas defendeu mudanças no estado.
“Vamos dar continuidade às boas coisas que o atual governo fez, do governador Ratinho, mas vamos buscar também um governo de excelência, de mudança”, declarou Moro.
Flávio Bolsonaro destacou a importância estratégica do Paraná para o projeto nacional do partido.
“Você [Moro] tem a consciência de que a gente precisa do Paraná nessa nossa estratégia nacional. Para mostrar o caminho, para trazer ao país um projeto de prosperidade”, disse Flávio.
“Eu conto muito, Moro, com a sua força, com o seu palanque lá no Paraná. Espero que a gente possa levar esse projeto de prosperidade também para o estado do Paraná”, acrescentou.
Moro garantiu apoio ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro no estado.
“O Paraná não vai faltar ao seu projeto presidencial. Vamos trabalhar para que vossa excelência tenha vitória, uma grande vitória no nosso estado, que será uma vitória para o nosso país”, disse Moro.
Partido pediu cassação do mandato de Moro
A relação entre Moro e o PL passou por conflitos antes da filiação. O partido comandado por Valdemar Costa Neto chegou a pedir a cassação do mandato do senador, juntamente com outras legendas, incluindo o PT. A acusação era de abuso de poder político e econômico durante as eleições.
O PL argumentou junto ao Ministério Público Eleitoral do Paraná em 2023 que Moro teria obtido benefício indevido ao utilizar recursos da pré-campanha à presidência da República.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná inocentou Moro. Valdemar Costa Neto recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte manteve o mandato.
Trajetória no governo Bolsonaro
Moro aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça após a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Ele permaneceu no cargo por um ano e quatro meses.
A saída ocorreu em abril de 2020. Bolsonaro decidiu trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que havia sido indicado por Moro para o cargo. Ao deixar o ministério, Moro fez críticas ao então presidente.
Moro apoiou Bolsonaro nas eleições de 2022 na disputa contra o presidente Lula, vencedor do pleito, apesar do rompimento anterior.




