E a defesa do Lulinha, o filho do Presidente Lula, nessas investigações das fraudes no INSS reconheceu que ele teria ido a Portugal pago pelo chamado careca do INSS, que é um lobista investigado já de forma muito evidente nessa fraude.
Mas o argumento da defesa é de que Lulinha teria ido sim para Portugal bancado pelo Careca da fraude, mas ele teria ido lá ver produção de medicamentos e não participou de negócio nenhum, não investiu em coisa nenhuma. A defesa de Lulinha alega que o Careca do INSS pagou a ida dele porque é um amigo.
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Essa justificativa reforça mais uma vez a triste notícia de que no Brasil, apesar de todas as bravatas sobre estado de direito, não todos são iguais perante a lei.
Mas essa história, essa defesa feita de que o Lulinha teria ido lá, mas não participou de nada, lembra aquela história do sujeito que no final do expediente vai num bordel com os colegas de trabalho e quando chega em casa a mulher descobre, começa a brigar e o homem justifica dizendo que ficou assistindo futebol enquanto os colegas ficavam com as meninas.
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É mais ou menos o mesmo tipo de justificativa? O que nos espanta é o fato de poder se produzir uma justificativa como essa, ao mesmo tempo do reconhecimento do fato, porque talvez ficasse difícil negá-lo.
A mesma coisa se aplica ao que está acontecendo em relação a esse Banco Master. Alguém acha que uma pessoa que seja parte do Supremo Tribunal Federal é igual perante a lei, a mim e a você?
Se você acha isso, é porque você ainda está na infância do entendimento de como o Brasil funciona.
O Brasil funciona basicamente assim. A imensa maioria de nós está submetido a todo tipo de burocracia e perseguição do Estado. Se você ocupa alguns cargos a República, você pode fazer o que você quiser.