Novo pede investigação e tenta afastar Toffoli do caso Banco Master

Partido aciona PGR e Polícia Federal e questiona vínculos do ministro com empreendimento ligado a familiares de dirigente da instituição financeira

Por Felipe Cerqueira | Atualizado em
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Parlamentares do Partido Novo acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (26/01) para solicitar a apuração da conduta do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo envolvendo o Banco Master. Além da abertura de investigação, a legenda também requer o afastamento do magistrado da relatoria do caso.

Os pedidos foram apresentados pelos deputados Adriana Ventura (SP) e Marcel van Hattem (RS), além do senador Eduardo Girão (CE). Um dos pontos centrais citados nas representações envolve o resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, empreendimento atribuído à família de Toffoli e que, segundo reportagens recentes, abriga um cassino.

De acordo com os parlamentares, ações do hotel teriam sido compradas por um fundo de investimento que contava com a participação do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master — instituição que é alvo de análise no STF sob a relatoria de Toffoli.

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Outro aspecto questionado pelo partido diz respeito à atuação do ministro na segunda fase da Operação Compliance Zero. Na ocasião, Toffoli determinou que as provas coletadas permanecessem sob responsabilidade da PGR, e não da Polícia Federal, procedimento que, segundo os autores do pedido, contraria a prática usual em investigações policiais.

Em nota, Marcel van Hattem afirmou que as instituições precisam atuar de forma autônoma e transparente.

“A PGR e a Polícia Federal devem exercer suas funções com independência. A sociedade espera respostas objetivas. Não se trata de um episódio que será simplesmente ignorado”, declarou o deputado.

Nos documentos protocolados, o Novo sustenta ainda que há indícios de uso de estruturas societárias complexas, intermediação de parentes e operações internacionais com o objetivo de dificultar o rastreamento de patrimônio e ocultar a verdadeira titularidade dos bens.

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