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Oposição ataca em várias frentes para manter polêmica do Carnaval viva contra Lula

PL e Novo consideram que desfile da Acadêmicos de Niterói configura abuso de poder e propaganda antecipada

O desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí pode ter terminado no Carnaval, mas a polêmica em torno da homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva está longe de um desfecho. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e partidos de oposição iniciaram uma ofensiva em várias frentes — jurídica, política e digital — com o objetivo de manter o tema vivo e, no limite, buscar a inelegibilidade do petista para as eleições de 2026.

A ofensiva mais recente partiu do Partido Liberal (PL), que protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de produção antecipada de provas. A legenda sustenta que o desfile, financiado em parte com recursos públicos, transformou-se em um “ato político-eleitoral” com ingerência direta do Palácio do Planalto.

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A oposição aponta elementos que extrapolariam a manifestação cultural:

  • Símbolos eleitorais: o uso do número 13, estrelas vermelhas e o refrão “Olê, olê, olê, olá”, clássico jingle de campanha.
  • Pautas de governo: alas que faziam referência direta a projetos atuais, como o fim da escala 6×1 e a taxação de super-ricos.
  • Engenharia financeira: Questionamentos sobre o repasse de R$ 4 milhões pela Prefeitura de Niterói e o apoio da Embratur, além de rumores sobre a atuação da primeira-dama, Janja, na captação de recursos privados.

Embora o TSE tenha negado pedidos para barrar o desfile antes do evento para evitar censura, ministros como Cármen Lúcia e André Mendonça já sinalizaram que abusos e ilícitos seriam apurados “a posteriori”. O partido Novo também se movimenta para pedir a inelegibilidade de Lula assim que sua candidatura for registrada.

Críticas aos “conservadores em conserva”

Além das questões técnicas e financeiras, a oposição explora o conteúdo artístico do desfile para desgastar a imagem do presidente junto ao eleitorado conservador. A ala intitulada “Neoconservadores em conserva” — que retratava famílias tradicionais, pastores evangélicos e militares dentro de latas — foi classificada por parlamentares como intolerância religiosa e preconceito.

Parlamentares como Nikolas Ferreira (PL-MG) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acionaram órgãos de controle, argumentando que a escola ridicularizou a fé cristã e o agronegócio. Em resposta, uma campanha digital utilizando inteligência artificial foi lançada, com políticos postando fotos de suas famílias em latas com os dizeres “conservado em Jesus Cristo”.

O rebaixamento como troféu

O resultado da apuração, que culminou no rebaixamento da Acadêmicos de Niterói para a Série Ouro, foi recebido pela oposição como uma vitória política. Nas redes sociais, o tom foi de ironia e celebração.

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o país, seja para um samba-enredo”, enquanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ironizou dizendo que “a primeira derrota do PT em 2026 já veio”. Em tom mais agressivo, o deputado Nikolas Ferreira declarou que o resultado demonstra como o presidente está “afundando o Brasil”.

Leia mais: Aliados de Bolsonaro zombam de Lula e da Acadêmicos de Niterói após rebaixamento

O que diz o PT

O presidente do PT, Edinho Silva, classificou as denúncias como “ridículas” e afirmou que a oposição tenta censurar a liberdade artística. Já a Embratur e as prefeituras envolvidas defendem que os repasses foram idênticos aos de outras agremiações e que não houve favorecimento.

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