Durante visita do presidente Lula a Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, lançou uma indireta ao ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, sobre a disputa pelo governo de Minas Gerais.
“Quem sabe, não é, senador? Vamos ver o que o futuro nos reserva”, disse Magda. O senador acenou com a cabeça, mas não confirmou a informação.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e carrega a tradição de ser um “estado-pêndulo”. Historicamente, o candidato à presidência que vence em Minas Gerais acaba sendo eleito presidente.
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Como o atual governador, Romeu Zema, já está em seu segundo mandato e não pode se reeleger em 2026, a disputa pelo governo mineiro está totalmente aberta. Lula sabe que ter um aliado forte no governo de Minas é crucial para sua própria base e para a governabilidade nacional.
O presidente tem trabalhado nos bastidores para construir uma aliança de centro em Minas Gerais. Em vez de lançar um candidato puro-sangue do PT (Partido dos Trabalhadores), o presidente avalia que apoiar Rodrigo Pacheco (do PSD, um partido de centro) é a melhor estratégia para atrair eleitores moderados e conservadores que poderiam rejeitar um nome da esquerda tradicional.
O petista também busca fazer frente ao candidato que será apoiado por Romeu Zema e pelo espectro político da direita (possivelmente o atual vice-governador, Mateus Simões).
Além disso, Lula quer recompensar Pacheco após não o indicar ao Supremo Tribunal Federal. O mineiro foi um aliado fundamental do governo federal enquanto presidiu o Senado (até o início de 2025), garantindo a aprovação de pautas econômicas e evitando crises institucionais.




