O conflito no Oriente Médio não está gerando só desentendimentos entre Donald Trump e os líderes europeus, mas também entre a própria Europa.
A rixa mais recente é entre o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e o chanceler alemão Friedrich Merz. Porque Sanchez teria ficado furioso pelo silêncio em público de Merz na terça-feira.
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O chanceler alemão e Trump estavam na Casa Branca e na frente de Merz, Trump ameaçou cortar o comércio com a Espanha depois que Sanchez se recusou a deixar que os Estados Unidos usassem bases militares espanholas e criticou veementemente os ataques, chamando-os de ilegais.
O ministro das relações exteriores da Espanha disse a uma rádio que esperava a solidariedade de um país com o qual compartilha moeda, mercado único e política comercial.
A secretária de imprensa da Casa Branca disse que depois da ameaça, Madrid concordou em cooperar com os Estados Unidos, mas isso foi algo que o mesmo ministro espanhol negou na hora, disse que não houve acordo nenhum.
Em seguida, a vice-presidente da Comissão Europeia, que é espanhola, também entrou na história dizendo que a União Europeia tem que responder ao tom agressivo de Trump com o bloco.
O presidente francês Emanuel Macron expressou solidariedade à Espanha e o presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa, disse que o bloco europeu sempre vai garantir que os interesses de seus estados membros sejam protegidos.
Então a gente tem agora a seguinte situação: Macron, Sanchez e o primeiro ministro britânico Keir Starmer seguem resistindo às exigências de Trump.
Starmer só tem autorizado operações que chama de defensivas. Macron dizendo que a guerra com o Irã não está em conformidade com o direito internacional e não pode ser apoiada.
Os países europeus não querem participar ativamente de uma guerra que eles não começaram.
