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PEC da Segurança “subiu no telhado”, afirma líder do governo

José Guimarães (PT-CE) reconhece dificuldades para aprovação da proposta em meio à saída de Lewandowski do Ministério da Justiça

José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, reconheceu que a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública não deve avançar no Legislativo antes do período eleitoral. A declaração foi feita em entrevista ao Valor Econômico divulgada nesta segunda-feira (12/01).

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O parlamentar afirmou que a proposta “subiu no telhado“. A avaliação ocorre simultaneamente à iminente saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, criando dois desafios para o Planalto: encontrar um sucessor com capacidade de diálogo com o Congresso e lidar com o esvaziamento de uma das principais propostas da pasta.

Segundo Guimarães, a segurança pública é um tema que frequentemente gera confrontos ideológicos com a oposição, dificultando a formação de maioria parlamentar necessária para aprovação. O líder governista condicionou qualquer avanço da PEC a modificações no relatório apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União-PE).

Nos bastidores do Executivo, já começaram as discussões sobre quem assumirá o Ministério da Justiça após a saída de Lewandowski. O foco está não apenas na competência técnica, mas também na habilidade do futuro ministro em gerenciar temas sensíveis no Congresso.

O recuo estratégico em relação à PEC impacta diretamente o PT, que busca melhorar sua posição no Legislativo. Guimarães, também vice-presidente do partido e coordenador do grupo eleitoral da sigla, destacou a importância das eleições deste ano para alterar a correlação de forças na Câmara e no Senado.

O parlamentar descartou a possibilidade de criação de um Ministério da Segurança Pública em 2026, ideia que havia sido ventilada como alternativa após a saída de Lewandowski.

Sobre a relação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o líder do governo afirmou que as “feridas estão cicatrizando” após os conflitos do final do ano passado. O governo adota agora uma estratégia mais seletiva para o primeiro semestre legislativo, priorizando temas com maior chance de aprovação.

Entre as pautas prioritárias do Executivo para este período, o deputado mencionou a redução da escala de trabalho 6×1, tema que, na sua avaliação, está conectado às transformações recentes no mercado de trabalho e possui maior potencial de adesão no Congresso.

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Guimarães contextualizou o impasse da PEC dentro de um quadro mais amplo de dificuldades do governo no Legislativo. Como representante petista, ele afirmou que o objetivo é ampliar a bancada do partido e impedir que a oposição consolide maioria no Senado nas próximas eleições.

O líder caracterizou a relação do governo com o Congresso como dura e desgastante, refletindo os desafios que o Executivo enfrenta na sua articulação com o Legislativo.

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