Permanência de Marina gera “indignação e perplexidade” na cúpula da Rede

Partido afirma que ex-ministra se recusou a dialogar e nega qualquer tentativa de expulsão

Por Redação TMC | Atualizado em
A ministra Marina Silva apresenta os resultados do programa União com Municípios (UcM). A iniciativa fortalece a cooperação federativa e valoriza o protagonismo dos gestores locais no enfrentamento ao desmatamento, aos incêndios e à degradação florestal.
(Foto: Rogério Cassimiro/MMA)

A direção nacional da Rede Sustentabilidade afirmou ter recebido com “indignação e perplexidade” a decisão da ex-ministra Marina Silva de permanecer na legenda e se colocar como pré-candidata ao Senado por São Paulo.

Em nota divulgada nas redes sociais, o partido criticou a falta de diálogo da ex-ministra com a cúpula partidária e ressaltou que, em nenhum momento, sua permanência foi questionada pela direção. Segundo o comunicado, as especulações sobre uma eventual saída “sempre partiram dela ou de seu grupo”, e não da liderança formal da sigla.

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Marina anunciou no último dia 4 que continuará no partido que ajudou a fundar, após deixar o Ministério do Meio Ambiente, com o objetivo de disputar uma vaga no Senado. A decisão ocorreu em meio a disputas internas intensificadas após eleições partidárias, que resultaram na escolha de uma nova direção sem o apoio de seu grupo político.

A Rede afirma que algumas posições da ex-ministra ao longo dos anos geraram “desconforto” e “forte tensão interna”, além de contribuírem para a saída de quadros da legenda.

No comunicado, o partido também rebateu acusações de perseguição interna e negou ter expulsado filiados. A sigla declarou ainda ser alvo de “judicialização em série”, classificando as ações movidas por aliados de Marina como prática de lawfare. “Democracia exige respeito às decisões coletivas”, afirmou a direção, acrescentando que não atender a interesses individuais não configura autoritarismo.

Ao confirmar sua permanência, Marina afirmou que pretende contribuir para a construção de um campo democrático amplo e declarou apoio a projetos políticos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-ministro Fernando Haddad em São Paulo.

A ex-ministra também colocou seu nome à disposição para representar uma articulação entre partidos do campo progressista na disputa ao Senado.

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