PT faz aceno a católicos em carta e critica “parlamentares que transformam igrejas em palanques”

Grupo elaborou carta ao povo brasileiro após debate realizado em 30 de junho; texto critica transformação de igrejas em palanques eleitorais

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17.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 sobre o tema “Relançar um crescimento econômico equilibrado, compartilhado e sustentável, em benefício de todos”, em Évian-les-Bains - França.
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Em 30 de junho de 2026, o Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu o primeiro encontro nacional voltado a seus filiados e simpatizantes católicos. Ao término da reunião, os participantes publicaram uma carta endereçada ao povo brasileiro, abordando temas como religião, política e democracia, conforme informou a Rede PT de Comunicação.

O documento declara apoio à reeleição do presidente Lula. A carta afirma que o objetivo é “seguir reconstruindo o Brasil com democracia, trabalho valorizado, direitos garantidos e vida digna para todas e todos”, conforme o texto assinado pelas Católicas e pelos Católicos do PT.

Crítica ao uso eleitoral da religião

Um dos pontos centrais da carta é a crítica a parlamentares que, segundo o grupo, misturam mandato e fé de forma oportunista. O texto afirma: “Denunciamos condutas parlamentares que transformam igrejas em palanques e que traem o mandato recebido do povo ao se colocarem contra direitos sociais, trabalhistas e democráticos.”

O grupo também defende o Estado Laico, ou seja, a separação entre religião e poder público, e a liberdade religiosa. A carta pede respeito às diferentes tradições de fé. Na prática, isso significa que os signatários rejeitam tanto a perseguição religiosa quanto o uso da religião como instrumento de disputa eleitoral.

O documento também aborda intolerância e racismo religioso, temas que o grupo diz combater.

Pautas sociais e trabalhistas

A carta reconhece avanços em políticas públicas do governo federal. Entre os programas citados estão o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Brasil Sorridente, o SUS, a Farmácia Popular, as Cozinhas Solidárias e o Pé-de-Meia, além de reajustes no salário mínimo e geração de empregos.

O grupo também manifesta apoio ao fim da escala 6×1, modelo de trabalho em que o empregado cumpre seis dias seguidos por um de folga, e à tarifa zero no transporte público.

A carta ainda destaca o protagonismo de mulheres, jovens e trabalhadores como valor central para o grupo.

Democracia como prioridade

O documento encerra reafirmando o compromisso com a democracia. Para os signatários, ela é o “caminho indispensável” para as transformações que defendem. A carta abre com uma citação bíblica do Evangelho de João: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.”

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