PT oficializa pré-candidatura de Haddad em São Paulo após saída da Fazenda

Ex-ministro terá desafio de reverter vantagem de Tarcísio e fortalecer palanque de Lula

Por Redação TMC | Atualizado em
Fernando Haddad
(Foto: Divulgação/Ministério da Fazenda)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (19/03) sua saída do comando da pasta para disputar o governo de São Paulo. A pré-candidatura foi confirmada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, local simbólico para a trajetória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além de Lula, discursaram em favor de Haddad o presidente do PT, Edinho Silva, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador de São Paulo. Alckmin, que também foi cotado para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, prometeu percorrer o estado pedindo votos ao lado do ex-chefe da Fazenda.

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A decisão já era esperada e marca a repetição da estratégia adotada em 2022, quando Haddad chegou ao segundo turno, mas acabou derrotado pelo atual governador, Tarcísio de Freitas. Agora, o petista terá o desafio de reverter o favoritismo do adversário nas pesquisas eleitorais e consolidar um palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país, que reúne mais de 20% dos eleitores brasileiros.

Durante evento mais cedo, Haddad confirmou a saída do ministério e agradeceu ao Congresso Nacional pela aprovação de medidas econômicas consideradas estratégicas pelo governo. À frente da Fazenda, ele liderou pautas como a reforma tributária sobre o consumo e propostas de isenção no Imposto de Renda, com foco na ampliação da isenção e maior tributação sobre rendas mais altas.

Com a saída, o então secretário-executivo Dario Durigan assume o comando da pasta. Ele já vinha atuando diretamente em negociações importantes no Congresso e deve dar continuidade às agendas econômicas do governo.

Nos bastidores, Haddad resistiu por meses à candidatura, mas foi convencido por Lula a entrar na disputa. A avaliação interna do PT é de que ele é o nome mais competitivo da base governista em São Paulo, à frente de alternativas como Geraldo Alckmin, Márcio França e Simone Tebet.

A estratégia da campanha deve explorar indicadores econômicos positivos, como a queda do desemprego e o aumento da renda, além de medidas aprovadas pelo Congresso. Ao mesmo tempo, o PT pretende intensificar críticas à gestão estadual, abordando temas como a privatização da Sabesp e a relação do governo com prefeitos.

Do outro lado, Tarcísio tem sinalizado que deve nacionalizar o debate e já ensaia críticas à condução da política econômica por Haddad, especialmente em relação à questão fiscal e à carga tributária.

Leia mais: Quem é e quais os desafios que Dario Durigan novo ministro da Fazenda vai encarar?

A disputa em São Paulo tende a ganhar peso nacional, influenciando também o cenário da eleição presidencial, em um estado considerado estratégico para qualquer projeto político no país.

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