O corpo do ex-ministro Raul Jungmann, que morreu aos 73 anos vítima de câncer no pâncreas, será velado na capela 1 do cemitério Campo da Esperança, em Brasília, nesta segunda-feira (19/01). A cerimônia, restrita a familiares e amigos próximos, acontece das 15h30 às 17h, conforme informou o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
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O político faleceu no domingo (18/01) após lutar contra a doença por aproximadamente um ano e meio. Ele estava internado no hospital DF Star, na capital federal, para onde retornou no fim de semana após passar as semanas anteriores em casa sob cuidados paliativos.
Natural do Recife, onde nasceu em 3 de abril de 1952, Jungmann deixa esposa e dois filhos. O diagnóstico de câncer no pâncreas foi confirmado no segundo semestre de 2024.
Jungmann ocupou posições de destaque em diferentes governos brasileiros. Foi ministro da Defesa e da Segurança Pública durante a gestão de Michel Temer (MDB). Também dirigiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário no primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Sua carreira pública começou como secretário de Planejamento no governo de Miguel Arraes (PSB), função exercida entre 1990 e 1991. A convite de FHC, presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e assumiu o ministério extraordinário de Política Fundiária, que posteriormente se tornou o Ministério do Desenvolvimento Agrário.
O ex-ministro exerceu três mandatos como deputado federal (2002, 2006 e 2014) e presidiu comissões importantes na Câmara, como a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. No Ministério da Segurança Pública, cargo que ocupou de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019, contribuiu para a articulação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), aprovado em 2018.
Desde 2022, Jungmann presidia o Ibram, organização privada sem fins lucrativos que representa aproximadamente 300 empresas e instituições do setor de mineração.
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Durante o regime militar, Jungmann integrou o MDB, partido de oposição à ditadura. Na redemocratização, migrou para o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1992, participou da fundação do PPS (Partido Popular Socialista), que posteriormente se transformou no Cidadania, legenda à qual permaneceu filiado até 2018.
