O senador Alessandro Vieira afirmou neste domingo (05/04) que conseguiu as 27 assinaturas necessárias para prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado no Senado. O parlamentar é relator do colegiado, que investiga, entre outros temas, fraudes financeiras e esquemas envolvendo organizações criminosas.
A comissão tem prazo de funcionamento até 14/04, data limite para apresentação e votação do parecer final. Diante do tempo considerado curto, Vieira passou a articular a extensão dos trabalhos. Para que a prorrogação entre em vigor, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, precisa fazer a leitura do requerimento em plenário.
Em publicação nas redes sociais, o relator afirmou que a CPI busca “trazer luz, apontando abusos, omissões e crimes de figuras poderosas”, e destacou que ainda há depoimentos relevantes a serem colhidos e documentos a serem analisados. Segundo ele, a prorrogação é necessária para aprofundar as investigações.
De acordo com Vieira, a maior parte das assinaturas veio de senadores da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou de partidos do Centrão.
A CPI também tem agenda prevista para esta semana. Na terça-feira (07/04), o colegiado deve ouvir o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. No entanto, ele não é obrigado a comparecer, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
O tema da prorrogação de comissões ganhou relevância recente após o caso da CPMI do INSS. Apesar de parlamentares terem reunido assinaturas suficientes para estender os trabalhos, o requerimento não foi lido pela presidência do Senado. A questão chegou ao STF, mas a decisão final levou ao encerramento da comissão dentro do prazo original, sem aprovação do relatório.




