O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o advogado Wellington César Lima e Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, após a saída de Ricardo Lewandowski do cargo. A decisão foi tomada depois de uma conversa entre Lula e Wellington no Palácio do Planalto, e o anúncio oficial deve ser feito nesta terça-feira (13/01).
Atualmente advogado-geral da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo próprio presidente, Lima e Silva tem longa trajetória em governos petistas e no sistema de Justiça. Antes de assumir a função na estatal, foi secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, de janeiro de 2023 a julho de 2024. No período, manteve contato frequente com Lula e era responsável pela análise de atos presidenciais, avaliações de indicações e preparação de despachos.
Esta será a segunda vez que Wellington Lima e Silva comandará o Ministério da Justiça. Em março de 2016, durante o governo Dilma Rousseff, ele chegou a ser nomeado ministro da pasta, mas permaneceu no cargo por apenas 14 dias. À época, o Supremo Tribunal Federal anulou a posse, sob o entendimento de que membros do Ministério Público não poderiam exercer funções no Poder Executivo. Ficou conhecido na época como “Wellington, o Breve”.
Lima e Silva ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991 e atuou em comarcas do interior do estado antes de ser promovido para Salvador. Em 2010, foi indicado pelo então governador Jaques Wagner para chefiar o Ministério Público baiano, mesmo tendo sido o menos votado da lista tríplice. Ele permaneceu no cargo por dois mandatos consecutivos e teve atuação destacada no combate ao crime organizado.
Durante sua gestão no MP da Bahia, criou o Comitê Interinstitucional de Segurança Pública, voltado à articulação entre diferentes órgãos para propor medidas de fortalecimento do sistema de justiça criminal e de defesa social. A proximidade com Jaques Wagner e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ambos ex-governadores da Bahia, foi decisiva para sua indicação ao Ministério da Justiça.
Wellington César Lima e Silva assume a pasta com a missão de dar prioridade à agenda de segurança pública. Embora Lula tenha descartado, por ora, a recriação do Ministério da Segurança Pública, aliados afirmam que o novo ministro não se opõe ao desmembramento da pasta no futuro, desde que haja um arcabouço jurídico sólido, com a aprovação da PEC da Segurança, e garantia de recursos orçamentários.
