“Se segue o presidente Bolsonaro, eu peço que me siga”; Flávio tenta herdar público do pai nas redes

Com perfis do ex-presidente suspensos, senador faz campanha digital e amplia exposição mirando 2026

Por Redação TMC | Atualizado em
Flávio Bolsonaro, de paletó e óculos de grau, após conceder entrevista na rua
Mercado havia reagido mal ao anúncio da candidatura do senador na semana passada (Foto: Reuters)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, neste sábado (20), que seguidores de Jair Bolsonaro passem a acompanhá-lo nas redes sociais, em uma estratégia para manter ativa a comunicação do bolsonarismo após a suspensão dos perfis do ex-presidente. O movimento ocorre em meio às articulações do PL para as eleições de 2026 e coloca o filho mais velho como peça central no tabuleiro digital da direita.

Redes suspensas mudam o jogo político

Flávio divulgou o pedido em suas próprias redes, afirmando que a iniciativa não busca substituir o pai, mas preservar o contato com a base. Segundo ele, a suspensão das contas de Jair Bolsonaro dificulta a circulação de mensagens entre aliados e eleitores, o que motivou o apelo direto aos seguidores.

Na publicação, o senador afirmou que recebe diariamente questionamentos sobre a ausência do ex-presidente nas plataformas digitais. Por isso, reforçou que seu perfil pode funcionar como um canal alternativo para manter vivas as pautas e discursos do grupo político, enquanto o pai permanece fora das redes.

Embora o conteúdo evite menções explícitas às eleições de 2026, o gesto ocorre em um momento estratégico. Jair Bolsonaro está inelegível, e Flávio surge como um dos nomes cogitados pelo PL para disputar cargos majoritários, inclusive o Planalto, caso o cenário não mude.

A movimentação digital também revela uma tentativa de transferência de capital político. Afinal, Jair Bolsonaro construiu uma base robusta nas redes, e atrair esse público pode ser decisivo para manter relevância e alcance no debate público nos próximos anos.

Até agora, Flávio nega qualquer intenção de substituir o pai no protagonismo político. Ainda assim, o pedido de “follow” escancara que, sem Bolsonaro nas redes, alguém precisa segurar o microfone — e o senador parece disposto a assumir esse papel.

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