O senador Izalci Lucas (PL-DF) falou ao vivo no TMC 360 nesta segunda (24/11) para falar sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, a repercussão dentro dos partidos de direita, e os próximos passos após a notícia.
Izalci afirmou que a saúde do presidente “é muito precária” e que ele “tem tido muitas crises, mesmo em casa, de soluço, refluxo e falta de ar (…) só da facada que ele levou, já comprometeu muito a saúde dele”.
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O senador também alega que não há condição de manter o ex-presidente preso na chamada Papuda, alegando que fatores como a ausência de um “médico 24 horas” poderiam representar um risco à integridade física de Bolsonaro.
Chamando a prisão preventiva de Bolsonaro de “absurda”, Izalci Lucas afirmou que o presidente Lula, quando esteve preso, “ficou na Polícia Federal”. O senador também alegou que Bolsonaro, mesmo preso, poderá concorrer à Presidência em 2026 caso a anistia seja aprovada.
“Portanto, se tem acórdão, se ele [Bolsonaro] está condenado, agora pode-se aprovar a anistia… porque você não tem como anistiar alguém que não estava condenado. Hoje, oficialmente, ele está, então nós vamos trabalhar para que, na Câmara, seja aprovada a anistia e que seja geral e irrestrita”, afirmou Izalci Lucas à TMC.
“Evidentemente, aprovando a anistia, Bolsonaro fica realmente elegível, coisa que ‘eles’ não querem na prática. Tudo que está acontecendo hoje é para tirar Bolsonaro da eleição, porque ‘eles’ sabem que Bolsonaro hoje tem todas as condições de ganhar a eleição. Então o sistema quer afastá-lo; mas, aprovando a anistia (…) ele passa a ser elegível. Esse é o Plano A”, completou o senador.
Perguntado sobre a existência ou não de um apoio do plano da anistia por parte dos partidos de centro, Izalci afirmou que há apoio “da centro-direita”, e que quem não é a favor da anistia “são os hipócritas que foram beneficiados por ela [não está claro a que “ela” Izalci se refere, mas é possível que seja à anistia concedida em 1979 após o período militar, que fez parte da pergunta ao senador]“.
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Confira a entrevista na íntegra:
