O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prometeu intensificar o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante evento realizado nesta sexta-feira (23/01) em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo.
Em sua primeira aparição pública após divergências com o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador paulista negou ter sofrido qualquer tipo de pressão e classificou como “especulação” os rumores sobre sua possível candidatura à Presidência.
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Tarcísio apresentou justificativa distinta para o cancelamento da visita que faria a Bolsonaro na quinta-feira (22/01), contradizendo relatos de aliados que apontavam seu desconforto com declarações de Flávio Bolsonaro como motivo.
“O cancelamento é questão de agenda, não tem nada a ver. Quando você marca uma visita, o tribunal atribui uma data e pode acontecer de, naquela data, não ser possível por uma razão qualquer. Eu tinha uma razão pessoal, não podia ir, imediatamente pedi outra data para o Supremo, que já foi autorizada”, afirmou o governador.
A visita havia recebido autorização do ministro Alexandre de Moraes na segunda-feira (19/01), após pedido da defesa de Bolsonaro. No entanto, Tarcísio decidiu cancelar o compromisso na terça-feira (20/01), depois que Flávio declarou que o encontro serviria para que seu pai “enquadrasse” o governador.
Durante o evento de entrega de unidades habitacionais em Embu das Artes, Tarcísio reforçou seu apoio ao filho do ex-presidente.
“Não tem nada de pressão. Até porque, agora, a gente vai trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro. Não vai ter problema nenhum quanto a isso”, declarou. Quando questionado se poderia ser mais claro em seu apoio, respondeu: “Mais enfático do que isso?”
O governador também destacou sua relação com o ex-presidente: “O [ex-]presidente nunca me pressionou. Por nada. Nosso relacionamento sempre foi de amigo. Ele nunca me pediu nada, a única coisa foi para ser candidato ao Governo do Estado de São Paulo”.
Tarcísio rejeitou as especulações sobre uma possível candidatura presidencial em 2026. “Sempre falei que meu candidato é o Bolsonaro ou quem ele indicar. Ele indicou o Flávio. Então, quem é meu candidato agora? O Flávio. Não é nada diferente do que eu falo desde 2023.” “Agora, tem muita especulação e isso é normal porque o pessoal sempre vê o governador de São Paulo como uma figura presidenciável. Não vou apresentar uma carta de renúncia [em abril]”, afirmou.
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O governador participou do evento acompanhado por políticos locais, incluindo o ex-prefeito Ney Santos (Republicanos), condenado a três anos de prisão em regime semiaberto em novembro de 2025 por porte ilegal de arma.
Quando perguntado sobre seus compromissos na quinta-feira que o impediram de visitar Bolsonaro, Tarcísio não respondeu, mesmo após a pergunta ser repetida três vezes. Naquele dia, ele permaneceu no Palácio dos Bandeirantes em despachos internos, conforme informações disponíveis.
Fontes envolvidas na organização da visita indicam que, se o governador tivesse manifestado interesse em outra data, a defesa de Bolsonaro poderia ter alterado o cronograma das visitas já autorizadas, pois além de Tarcísio, o ex-presidente havia solicitado encontros com outros dois aliados.
