O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, compareceram a uma cerimônia em homenagem às vítimas do Holocausto na Congregação Israelita Paulista. O evento ocorreu neste domingo (25/01), véspera do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, na região central da capital paulista.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
Durante a solenidade, foram acesas seis velas simbolizando os seis milhões de judeus assassinados pelo regime nazista, além de outras vítimas do Holocausto. Uma das velas foi acesa por Tarcísio e Kassab, acompanhados por parlamentares paulistas.
A data marca a libertação do campo de concentração de Auschwitz e busca preservar a memória histórica, alertando para os perigos da intolerância. O evento contou com a presença de lideranças religiosas e representantes de diversas instituições.
Em seu pronunciamento, Tarcísio de Freitas enfatizou que a principal forma de homenagear as vítimas é garantir que tragédias semelhantes não voltem a acontecer. O governador explicou que o Holocausto resultou de um processo gradual de normalização do ódio, propagação de falsidades e omissão de lideranças políticas.
“São Paulo deve permanecer como um espaço de diversidade e rejeição ao extremismo”, afirmou o governador, que também reiterou o compromisso de sua administração com o combate à discriminação e à intolerância.
Cláudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil, também participou do evento. Em seu discurso, declarou que “lembrar o Holocausto é um exercício voltado sobretudo ao futuro”. Ele alertou para os riscos da normalização do extremismo e do enfraquecimento do debate público.
Leia Mais: Raio atinge manifestantes em Brasília e deixa dezenas de feridos durante ato pró-Bolsonaro
Lottenberg observou que o antissemitismo não se manifesta apenas em atos explícitos de violência, mas começa com discursos de ódio ou com o silêncio diante deles. “Combater o antissemitismo não é uma pauta ideológica, mas uma forma de proteger a sociedade como um todo, impedindo que o ódio volte a produzir novas vítimas”, afirmou.
