Cinco anos sem Miguel: mãe cobra justiça por morte do filho que caiu de prédio em Recife

Mirtes Renata Santana relembra o caso que chocou o país e pede que o julgamento de Sarí Corte Real, condenada por abandono de incapaz com resultado de morte, saia do papel

Por Redação TMC | Atualizado em
Menino Miguel Otávio, em seu aniversário de 5 anos, em 2019
Menino Miguel Otávio, em seu aniversário de 5 anos, em 2019 (Foto: Arquivo pessoal)

Nesta segunda-feira (17/11), o menino Miguel completaria 11 anos se não fosse o incidente ocorrido há cinco anos, em Recife (PE). Filho de Mirtes Renata Santana, Miguel morreu em julho de 2020, após cair de uma altura de 35 metros de um prédio de luxo. Na época, ele tinha apenas cinco anos.

Mirtes trabalhava como empregada doméstica na casa de Sarí Corte Real, que morava no edifício localizado no centro da capital pernambucana. Naquele dia, Mirtes desceu para levar o cachorro da patroa para passear, enquanto Sarí ficou responsável por cuidar de Miguel.

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Quando o menino começou a chamar pela mãe, Sarí o colocou sozinho dentro do elevador. O garoto subiu até uma área de manutenção, entrou em uma sala de máquinas e caiu por uma janela aberta, sofrendo ferimentos fatais.

Em entrevista à TMC, Mirtes desabafa sobre a dor de reviver o caso:

“É muito difícil. Toda vez que tenho que lembrar do que aconteceu com meu filho, é como se metessem o dedo em uma ferida aberta”, disse.

Em maio de 2022, Sarí Corte Real foi condenada a oito anos e meio de prisão por abandono de incapaz com resultado de morte. Recentemente, a pena foi reduzida para sete anos em regime fechado. Como a decisão não foi unânime, a defesa entrou com embargos infringentes, um recurso que pede novo julgamento na segunda instância.

“Até agora nada mudou. Estamos fazendo de tudo para que o caso não caia no esquecimento e que a Justiça acelere o processo, mas continua do mesmo jeito”, afirma Mirtes.

O episódio ocorreu no auge da pandemia de covid-19, período em que o governo de Pernambuco havia determinado que o trabalho doméstico não era considerado essencial. Mesmo assim, Mirtes foi obrigada a continuar exercendo suas funções para não perder o emprego.

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