A Prefeitura de Limeira anunciou neste sábado (13/06) que vai processar o Governo Federal após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
A jovem morreu após ser lançada de uma plataforma de aproximadamente 40 metros de altura sem estar presa à corda de segurança, segundo relato de testemunhas à Polícia Militar. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento do salto e a reação de pessoas no local ao perceberem a ausência do equipamento.
Em nota, a prefeitura afirmou que vinha cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela área e classificou como “insustentável e inaceitável” a suposta omissão na fiscalização e no controle de acesso ao local.
Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle da Ponte do Esqueleto é da União. O município informou ainda que já havia encaminhado pedidos formais para adoção de medidas de segurança, juntamente com representantes da Câmara Municipal.
O prefeito Murilo Félix declarou que, além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é necessário apurar eventuais responsabilidades relacionadas à falta de controle de acesso em uma área que, segundo ele, apresenta riscos conhecidos há anos.
A Ponte do Esqueleto é uma estrutura ferroviária abandonada, construída para uma ferrovia que nunca entrou em operação. O local pertenceu à antiga Rede Ferroviária Federal e atualmente passa por processo de incorporação ao patrimônio da União. Em 2024, um ciclista morreu após um acidente na mesma ponte, episódio que levou a pedidos de restrição de acesso e reforço na sinalização de risco.
Após o acidente deste sábado, seis pessoas foram presas. De acordo com a Polícia Militar, dois suspeitos chegaram a fugir pela mata e foram localizados posteriormente com apoio do helicóptero Águia. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Limeira.
Maria Eduarda era moradora de Jandira (SP) e havia publicado registros do passeio nas redes sociais momentos antes do salto. Em uma das mensagens, escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
A empresa responsável pela atividade divulgava saltos na Ponte do Esqueleto e em outros locais de São Paulo e Minas Gerais. Até a publicação desta reportagem, representantes das empresas ligadas ao evento não haviam se manifestado publicamente sobre o caso.



