Astronautas da Artemis 2 consertam defeito no banheiro da nave Orion em órbita

Tripulação de 4 pessoas reparou problema no sistema do vaso sanitário na madrugada de quinta-feira com orientação do centro de controle da Nasa em Houston

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Steve Nesius/Reuters)

A tripulação da missão espacial Artemis 2 reparou um defeito no sistema do vaso sanitário da espaçonave Orion. O problema foi solucionado na madrugada desta quinta-feira (02/04), com orientação do centro de controle da Nasa em Houston, no Texas. A viagem espacial tem duração prevista de aproximadamente dez dias e levará os astronautas em órbita ao redor da face oculta da Lua.

Os quatro tripulantes executaram o conserto seguindo instruções transmitidas pelos controladores terrestres da agência espacial americana. Um alerta luminoso no painel de controle sinalizou a ocorrência da anomalia.

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Amit Kshatriya, administrador associado da Nasa, informou em entrevista coletiva realizada logo após a decolagem do foguete que a agência mantém vigilância sobre esta e outras dificuldades para assegurar o bem-estar dos astronautas. “Tivemos um problema com o controlador do vaso sanitário quando o motor foi ligado”, declarou.

Os responsáveis pela missão estão examinando algumas adversidades de menor gravidade que não haviam sido submetidas a testes no ambiente espacial anteriormente. Não existe confirmação sobre se o equipamento ficou temporariamente fora de operação.

Composição da tripulação

A tripulação é composta por quatro astronautas. O comandante da missão é Reid Wiseman. O piloto é Victor Glover. A especialista de missão da Nasa é Christina Koch. O especialista de missão da CSA (Agência Espacial Canadense) é Jeremy Hansen. Três integrantes são americanos e um é canadense.

A missão representa a primeira vez que uma mulher, uma pessoa não branca e um cidadão não americano participam de uma missão lunar. Vanessa Wyche, diretora do Centro Espacial Johnson da Nasa, ressaltou o caráter inédito da tripulação. “Pela primeira vez em mais de 50 anos, esses indivíduos – a tripulação da Artemis 2 – serão os primeiros humanos a voar para as proximidades da Lua”, disse.

Detalhes da missão

A Artemis 2 transporta quatro astronautas e não prevê pouso na superfície lunar. O objetivo é que a cápsula Orion realize órbita ao redor do satélite natural e retorne à Terra em um voo de testes para validar sistemas de sobrevivência e segurança antes de missões futuras.

O percurso até a Lua deve consumir aproximadamente quatro dias. No ponto mais afastado, a nave passará a 7,4 mil quilômetros além do satélite. Nos dois primeiros dias, os astronautas verificam os sistemas da Orion e realizam um teste de demonstração de mira próximo à Terra antes de prosseguir para o satélite.

A Nasa informou que a trajetória foi elaborada para consumir pouco combustível e utilizar a gravidade da Terra e da Lua para trazer a Orion de retorno. O regresso terminará com amerissagem no Oceano Pacífico, nas proximidades de San Diego. Uma equipe de resgate composta por profissionais da Nasa e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos deve receber os astronautas após a reentrada.

Jared Isaacman, chefe da Nasa, enfatizou que a “missão só será considerada bem-sucedida após a conclusão completa do voo”. Ele destacou a importância do retorno seguro dos astronautas à Terra, com o pouso na água.

Falha técnica antes do lançamento

Minutos antes da decolagem da missão Artemis 2, a Nasa investigou e descartou uma falha técnica no sistema de segurança do foguete. A anomalia envolvia a bateria do sistema de escape da cápsula, equipamento essencial em caso de emergência. Uma das duas baterias do sistema de escape apresentava leituras fora dos parâmetros esperados.

A agência espacial americana informou que a falha foi investigada e o problema foi resolvido. O dispositivo é responsável por afastar rapidamente a cápsula da tripulação em caso de emergência nos primeiros minutos do lançamento. O sistema de escape da cápsula pode atingir aproximadamente 800 km/h em apenas dois segundos. Esse dispositivo fica posicionado no topo do foguete. Seu funcionamento perfeito é indispensável para a decolagem.

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