O órgão regulador de medicamentos da China disse nesta sexta-feira (13/03) que aprovou a venda de um sistema de interface cérebro-computador (BCI) que ajuda a restaurar a capacidade de movimento das mãos, a primeira aprovação mundial de um dispositivo BCI para uso comercial.
O dispositivo é fabricado pela Borui Kang Medical Technology (de Xangai) e sua tecnologia tem como objetivo restaurar os movimentos e a comunicação de pessoas que sofrem de diferentes formas de paralisia. Ele foi projetado para pacientes com tetraplegia causada por lesões na medula espinhal cervical, ajudando-os a recuperar a capacidade de usar as mãos para agarrar objetos por meio de uma luva.
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O produto é um sistema de BCI invasivo, o que significa que os eletrodos são inseridos diretamente no cérebro, em vez de ficarem na superfície do cérebro. O dispositivo usa implantação extradural minimamente invasiva, contando com tecnologia sem fio.
A Administração Nacional de Produtos Médicos da China disse que os produtos de BCI, como o que foi aprovado nesta sexta-feira, foram priorizados, observando que o setor foi designado como uma “indústria do futuro” no último plano quinquenal de Pequim, divulgado na semana passada.
A China poderá ver a tecnologia de interface cérebro-computador (BCI) entrar em uso público prático dentro de três a cinco anos, à medida que os produtos amadurecem, disse um importante especialista em BCI à agência Reuters na semana passada, enquanto Pequim corre para alcançar as startups dos EUA, incluindo a Neuralink, de Elon Musk.
Os pacientes elegíveis para o produto devem ter entre 18 e 60 anos e sofrer de um tipo específico de lesão na medula espinhal. Seu diagnóstico deve ter pelo menos um ano e eles devem estar em uma condição estável por seis meses após o tratamento padrão. Os pacientes devem ser incapazes de agarrar com as mãos, mas devem manter alguma função do braço.
Os dados dos ensaios clínicos mostraram uma melhora significativa na capacidade de agarrar das mãos dos participantes, disse o órgão regulador, acrescentando que os ganhos ajudaram a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Por Reuters




