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Diretor do Instagram nega que redes sociais causem dependência

Declaração foi feita em processo judicial que analisa se as plataformas digitais foram desenvolvidas para criar dependência em jovens usuários

O atual diretor do Instagram Adam Mosseri negou que usuários possam desenvolver “dependência clínica” das plataformas digitais. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (11/2) durante seu depoimento no julgamento contra a Meta e o Google. Mosseri foi o primeiro executivo de alto escalão do Vale do Silício a testemunhar perante o júri de 12 integrantes.

O depoimento aconteceu no terceiro dia do processo judicial que analisa se as plataformas digitais foram desenvolvidas para criar dependência em jovens usuários. Durante sua fala, o executivo da plataforma pertencente à Meta preferiu utilizar o termo “uso problemático” para descrever comportamentos relacionados ao uso excessivo de redes sociais.

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“Acho importante diferenciar entre dependência clínica e uso problemático”, afirmou Mosseri ao júri. O conceito de dependência representa um elemento fundamental neste caso, pois a acusação argumenta que as plataformas foram deliberadamente projetadas para gerar comportamentos compulsivos.

O executivo comparou o uso de redes sociais com outras formas de entretenimento: “Tenho certeza de que disse que estava viciado em uma série da Netflix quando a maratonei até muito tarde da noite, mas não acho que isso seja o mesmo que uma dependência clínica”.

Origem do processo

A ação judicial foi movida por uma jovem de 20 anos que alega ter sofrido danos mentais devido ao uso de redes sociais durante sua infância e adolescência. Ela começou a utilizar o YouTube aos seis anos. Aos 11 anos, criou uma conta no Instagram e, posteriormente, migrou para Snapchat e TikTok quando tinha entre 13 e 14 anos.

O julgamento ocorre em Los Angeles, onde Meta e Google enfrentam acusações específicas de desenvolverem produtos que viciam crianças com o objetivo de aumentar seus lucros corporativos.

Defesa da Meta

Além de questionar a ideia de dependência clínica, Mosseri também refutou a acusação de que a Meta prioriza lucros em detrimento da segurança dos usuários. “Proteger os menores a longo prazo é bom até mesmo para os negócios e para os lucros”, declarou durante seu depoimento.

O processo continuará nas próximas semanas com o depoimento de outros executivos do setor. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está programado para depor em 18 de fevereiro. No dia seguinte, Neil Mohan, diretor do YouTube, prestará seu depoimento perante o júri.

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