A BossaBox e Templo, empresa pioneira no desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial para negócios no Brasil, divulgaram o Leading Tech Report 2026, estudo realizado em parceria com a, Beacon Founders e PM3 Empresas que analisa como lideranças de Produto e Engenharia estão incorporando Inteligência Artificial (IA) no desenvolvimento de software e nas operações empresariais.
O levantamento mostra que a IA já se consolidou como ferramenta presente no cotidiano das áreas de tecnologia. Segundo o estudo, 82,6% das empresas aumentaram o uso de IA ao longo de 2025, reforçando a rápida expansão da tecnologia nos fluxos de trabalho.
“Nosso levantamento traz dados e análises sobre como as companhias estão redesenhando estruturas organizacionais, revisando métricas de performance e incorporando a IA de forma mais estratégica para gerar impacto direto no negócio. Ao mesmo tempo, fica claro que parte das empresas ainda não consegue capturar esses ganhos porque continua operando com modelos de desenvolvimento que não foram pensados para esse novo cenário”, afirma André Abreu, CEO e cofundador da BossaBox.
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Apesar do avanço, os dados revelam um desafio relevante: apenas 31,5% das organizações afirmam ter maturidade organizacional alta ou muito alta em IA, evidenciando um descompasso entre adoção da tecnologia e capacidade de gerar impacto real no negócio.
O relatório reuniu dados de 143 líderes de empresas brasileiras, além de entrevistas qualitativas, e analisou quatro dimensões centrais da transformação tecnológica nas organizações: estratégia, pessoas, processos e Inteligência Artificial.
Para Herman Bessler, CEO e fundador do Templo, o principal desafio das empresas agora não é mais experimentar a IA, mas integrá-la de forma estrutural às operações. “A maioria das empresas já começou a usar IA em tarefas pontuais, mas ainda existe um grande gap entre experimentar a tecnologia e gerar impacto real no negócio. Muitas organizações continuam operando com estruturas e modelos de desenvolvimento que foram pensados para um mundo antes do surgimento da IA. O próximo salto de produtividade virá quando as empresas reorganizarem times, processos e tomada de decisão considerando a IA como parte central da operação.”
Entre os principais movimentos identificados pelo estudo estão a reorganização de squads orientados a produto, maior integração entre áreas técnicas e estratégicas e a adoção de métricas mais conectadas à geração de valor para o negócio.
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O relatório também mostra que, embora a IA já acelere atividades específicas, como codificação, documentação e análise, esses ganhos de produtividade ainda não se traduzem automaticamente em ciclos de entrega mais rápidos. Isso ocorre porque muitos fluxos de trabalho ainda seguem modelos operacionais anteriores à IA, nos quais contexto, decisões e validações continuam distribuídos ao longo do processo.
Segundo Bessler, o próximo ciclo de transformação será definido pela capacidade das empresas de adaptar seus modelos organizacionais à nova lógica tecnológica. “Estamos entrando em uma nova fase da transformação digital. A IA deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a influenciar diretamente como as empresas estruturam seus times, desenvolvem produtos e tomam decisões estratégicas. As organizações que conseguirem redesenhar seus modelos operacionais a partir da IA terão uma vantagem competitiva significativa nos próximos anos.”
O Leading Tech Report conclui que o próximo ciclo de evolução tecnológica das empresas não depende apenas da adoção de novas ferramentas, mas principalmente de mudanças estruturais na forma como produto, engenharia e estratégia de negócio se conectam dentro das organizações.




