O Sol emitiu uma forte explosão solar classificada como X4.2 que pode causar interferências em equipamentos eletrônicos e sistemas tecnológicos na Terra. O fenômeno foi registrado pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, na última quarta-feira (04/02). Esta erupção marca o pico de uma atividade solar que se intensifica desde o dia 1º de fevereiro.
Somente no dia 1º, três explosões foram registradas pela Nasa. No dia 2, mais uma. A primeira erupção é classificada como X1.0, a segunda, como X8.1, a terceira, como X2.8, e a quarta, como X1.6. A classe X indica as erupções mais intensas, enquanto o número fornece mais informações sobre sua força.
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Os instrumentos do observatório da Nasa captaram imagens do momento exato da explosão de energia, o que permitiu sua classificação e análise detalhada. O órgão espacial americano, inclusive, emitiu um alerta, considerando a erupção do dia 4 uma das mais potentes registradas.
Efeitos das erupções na Terra
O evento teve origem no Sol, estrela central do sistema solar, e os efeitos podem chegar à Terra na forma de radiação e partículas com alta carga energética.
Entre os potenciais efeitos da erupção solar, estão interferências em comunicações de rádio, instabilidade em redes elétricas e comprometimento de sinais de navegação. Além disso, o fenômeno representa riscos para astronautas e espaçonaves que estão em órbita.
Os impactos das tempestades solares podem ser sentidos especialmente em setores da comunicação. A radiação emitida pela erupção causa perda total de sinal em bandas de comunicação de alta frequência em áreas do lado iluminado da Terra. Usuários de rádio podem enfrentar interrupções que variam de alguns minutos a horas.
A previsão é que “grande parte do material passe ao norte e leste do planeta no final do dia 5 de fevereiro, possivelmente causando impactos indiretos”, segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA).
