O Google concordou em pagar US$ 68 milhões (aproximadamente 354,41 milhões de reais) para encerrar uma ação coletiva nos Estados Unidos que acusa seu assistente virtual de gravar conversas de usuários sem autorização prévia.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (27/1) e envolve alegações de que o Google Assistente, concorrente da Siri da Apple, teria captado diálogos sem que os usuários pronunciassem os comandos de ativação.
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O acordo preliminar foi protocolado na última sexta-feira (23/1) em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos. Para entrar em vigor, o documento ainda precisa receber aprovação da juíza distrital Beth Labson Freeman, conforme reportado pela Reuters.
A ação judicial contempla consumidores que compraram dispositivos com o Google Assistente e que teriam sido afetados por “falsas ativações” do sistema desde 18 de maio de 2016.
Os reclamantes afirmam que o assistente da empresa americana captou áudios sem que fossem ditas as expressões de ativação “Hey, Google” ou “Ok, Google”, o que configuraria violação de privacidade.
A companhia americana negou ter cometido qualquer irregularidade no caso. Entretanto, optou por aceitar o acordo financeiro para evitar os riscos, custos e incertezas de um processo judicial prolongado, conforme indicam os documentos apresentados ao tribunal.
Outras grandes empresas de tecnologia também enfrentaram processos semelhantes relacionados a seus assistentes virtuais. A Apple concordou em pagar aproximadamente US$ 95 milhões há cerca de um ano para encerrar uma ação coletiva envolvendo sua assistente virtual Siri.
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