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IA assusta, mas contrata: relatório mostra que empregos “ameaçados” cresceram após a pandemia

Estudo aponta avanço de vagas e salários em áreas mais expostas à automação, contrariando previsões apocalípticas

A inteligência artificial ainda não roubou o emprego de ninguém em massa — pelo menos por enquanto. Um relatório da Vanguard mostra que profissões altamente expostas à IA cresceram mais rápido no período pós-pandemia do que antes da Covid, indo na contramão do medo que ronda o mercado de trabalho global (20/12).

Dados vão contra o pânico tecnológico

De acordo com o levantamento, empregos considerados vulneráveis à automação, como assistentes jurídicos, profissionais de RH, digitadores e cientistas de dados, tiveram crescimento de 1,7% entre 2023 e 2025. Antes da pandemia, esse avanço era de 1%. Já as demais ocupações registraram desaceleração no mesmo período.

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O estudo também analisou salários e encontrou outro dado que chama atenção. Nessas profissões mais expostas à IA, o ganho real subiu 3,8% no pós-Covid, contra apenas 0,1% no período anterior. Em comparação, áreas menos impactadas pela tecnologia cresceram bem menos no bolso dos trabalhadores.

Segundo a Vanguard, isso indica que a IA tem mudado fluxos de trabalho, mas ainda não substituiu pessoas em larga escala. Empresas até relatam cortes pontuais ou menor contratação de iniciantes, porém sem efeito estrutural no emprego até agora.

O economista Adam Schickling, responsável pela análise, afirma que não há sinais de colapso no mercado. Mesmo entre jovens de 21 a 25 anos, grupo considerado mais vulnerável, a presença em planos de previdência segue estável, o que sugere manutenção do emprego formal.

Os dados contrastam com alertas de executivos do setor. Recentemente, líderes de empresas de IA disseram que a tecnologia pode eliminar até metade dos cargos de entrada em escritórios. Relatórios do Federal Reserve também apontam casos isolados de substituição por automação.

Ainda assim, especialistas destacam que a IA tem limites claros, como erros frequentes e “alucinações”. Para Schickling, isso explica por que a tecnologia ainda não virou uma máquina de demissões em massa — embora o risco aumente à medida que os sistemas evoluem.

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