O lançamento aconteceu nesta quarta-feira, às 19h35, direto do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e já entra para a história como a primeira vez, desde 1972, que astronautas viajam tão longe da Terra.
Apesar do sucesso da decolagem, a operação foi marcada por momentos de tensão. Pouco antes do lançamento, técnicos da Nasa identificaram um possível problema em um dos sistemas de segurança do foguete.
Engenheiros atuaram para verificar uma falha no sistema de terminação de voo, mecanismo que permite interromper a missão em caso de desvio de trajetória.
Além disso, também foi analisada uma falha em uma das baterias do sistema de emergência. Segundo a agência, o problema não impedia o lançamento naquele momento, mas poderia representar risco nos minutos finais da contagem regressiva.
Mesmo com as intercorrências, a missão seguiu conforme o planejado.
A bordo da nave Orion, quatro astronautas participam de uma missão de aproximadamente 10 dias ao redor da Lua. Entre eles, estão um canadense e uma mulher, um marco importante para a diversidade na exploração espacial.
Diferente das missões do passado, a Artemis II não prevê pouso no solo lunar. O objetivo principal é testar sistemas essenciais da nave, como suporte à vida e comunicação em espaço profundo.
Durante a viagem, a espaçonave deve percorrer uma distância de aproximadamente 8.900 quilômetros além da Lua e pode alcançar uma das maiores distâncias já registradas em voos tripulados.
A missão faz parte do programa Artemis, que tem como meta levar novamente humanos à superfície da Lua nos próximos anos e abrir caminho para futuras viagens ainda mais longas, incluindo Marte.
Com o lançamento da Artemis II, a humanidade dá mais um passo rumo a uma nova era da exploração espacial.
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