Organização internacional cria manual para ensinar como “conversar” com IA na saúde

A publicação da Opas traz orientações para profissionais de saúde criarem instruções eficazes e éticas no uso da inteligência artificial em ações de saúde pública

Por Redação TMC | Atualizado em
Ilustração digital de um cérebro metálico prateado com reflexos azulados, flutuando sobre um fundo que lembra circuitos eletrônicos em tons de azul. A imagem transmite a ideia de conexão entre tecnologia e inteligência humana, simbolizando inteligência artificial ou interface cérebro-máquina.
A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo de transformação digital dos sistemas de saúde, promovendo decisões mais rápidas, precisas e de maior impacto na vida das pessoas (Crédito: Usplash)

Por Renan Honorato

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apresentou um novo guia sobre o uso de inteligência artificial (IA) voltado à saúde pública. A publicação traz orientações práticas para criação de “prompts”, ou instruções direcionadas à IA, que ajudem profissionais da área a gerar informações precisas, úteis e éticas no apoio à comunicação e à tomada de decisões.

O documento, intitulado “AI Prompt Design for Public Health”, destaca que a eficácia da IA depende da clareza das instruções dadas. Segundo Marcelo D’Agostino, chefe da Unidade de Sistemas de Informação e Saúde Digital da Opas, a IA generativa tornou-se uma ferramenta poderosa, mas sua aplicação correta exige cuidado. “Um bom design de prompts é a chave para desbloquear todo o seu potencial”, afirmou.

Com o avanço das tecnologias generativas, a IA passou a ser usada para redigir alertas de saúde, traduzir relatórios técnicos, produzir materiais educativos e até simular respostas em situações de emergência. A Opas considera o domínio dessas instruções uma competência essencial para profissionais da saúde, pois melhora a eficiência operacional e garante que as mensagens geradas sejam compreensíveis e confiáveis.

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O guia também alerta para os riscos do uso inadequado da IA, especialmente quando as informações podem influenciar comportamentos, políticas públicas ou respostas emergenciais. Por isso, a Opas recomenda que haja supervisão humana em todas as etapas, assegurando que os conteúdos sejam revisados antes da divulgação.

O que é o manual de IA na saúde?

Entre as orientações, o documento propõe que os prompts sejam tratados como “protocolos vivos”, ou seja, instruções que podem ser testadas e ajustadas conforme o contexto, o idioma e o público. A publicação também incentiva a criação de bibliotecas de prompts para aumentar a consistência e a eficiência no uso da IA.

O guia integra o Programa de Literacia Digital da Opas, que busca fortalecer as competências digitais de profissionais de saúde nas Américas. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo de transformação digital dos sistemas de saúde, promovendo decisões mais rápidas e eficazes.

Com a nova publicação, a Opas reforça que o uso responsável da IA, aliado à supervisão humana, pode tornar-se um instrumento estratégico na comunicação, prevenção e gestão da saúde pública, contribuindo para sistemas mais modernos, inclusivos e preparados para os desafios do futuro.

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