Sapo recém-descoberto é batizado de “lulai” em homenagem ao presidente Lula

Estudo explica que a homenagem a Lula busca incentivar a expansão de iniciativas de conservação voltadas para a Mata Atlântica

Por Édrian Santos | Atualizado em
A imagem é uma composição lado a lado, justapondo um minissapo laranja em close-up com uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva usando um chapéu de palha e roupa laranja.
Pesquisadores descobrem sapo menor que ponta de lápis em Santa Catarina. (Foto: Mater Natura [à esquerda] e Ricardo Stuckert [à direita]/Presidência)

Um minissapo recém-descoberto na Serra do Quiriri, norte de Santa Catarina, recebeu o nome científico de Brachycephalus lulai, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Menor que a ponta de um lápis, o animal mede entre 8,9 e 13,4 milímetros.

O estudo explica que a homenagem a Lula busca incentivar a expansão de iniciativas de conservação voltadas para a Mata Atlântica e, em particular, para as rãs-miniaturizadas, espécie que só vive no Brasil.

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A identificação da nova espécie teve a participação de pesquisadores do Instituto de Estudos Ambientais (Mater Natura), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Duas décadas de pesquisas

A equipe de pesquisadores é reconhecida por um feito raro na ciência brasileira: descrever 18 das 44 espécies de minissapos conhecidas no Brasil, número que corresponde cerca de 40% de todas as espécies registradas pela ciência.

A descoberta resulta de mais de duas décadas de pesquisas sobre os sapinhos-da-montanha, considerados um dos grupos de vertebrados mais diminutos do planeta.

“Quando falamos em conservar a natureza, estamos falando de proteger histórias evolutivas inteiras, que levaram milhões de anos para acontecer, e os minissapos são um dos capítulos dessa história”, declarou Luiz Fernando Ribeiro, pesquisador do Mater Natura envolvido na descoberta.

Habitat

O habitat do Brachycephalus lulai são as florestas nebulares da Serra do Mar catarinense, especificamente na região da Serra do Quiriri. Estes ambientes são caracterizados por alta umidade, baixas temperaturas e vegetação constantemente encharcada durante grande parte do ano, em altitudes entre 700 e 1.800 metros. 

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Apesar do tamanho pequeno, esses sapos apresentam adaptações notáveis, como desenvolvimento direto, sem fase de girino, resistência ao frio, incapacidade de nadar e número reduzido de dedos.

“Se esses ambientes de montanha desaparecerem, perdemos não apenas espécies, mas também histórias evolutivas e conhecimento que ainda nem compreendemos por completo”, alertou o presidente do Mater Natura, Paulo Pizzi.

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